Durante anos, o salmão ocupou o posto de estrela das dietas saudáveis, associado a sofisticação, alto teor de ômega-3 e pratos dignos de restaurante.
O problema é que o preço do peixe disparou e, em muitos mercados, já ultrapassa a faixa dos R$ 90 o quilo. Com isso, consumidores passaram a buscar opções mais acessíveis, e um velho conhecido voltou ao centro das atenções: a sardinha.
Sardinha ganha espaço na mesa e no bolso
Popular, abundante e fácil de encontrar, a sardinha custa, em média, R$ 18 o quilo. Além do valor, o peixe oferece um perfil nutricional robusto, com boas quantidades de proteínas, gorduras boas, vitaminas do complexo B, cálcio e selênio. Especialistas apontam que ela pode, sim, substituir o salmão em muitas refeições, sem prejuízo à saúde.
Outro ponto a favor é a versatilidade. A sardinha pode ser preparada grelhada, assada, na panela, em patês ou em conserva, mantendo boa parte de seus nutrientes. Isso faz dela uma escolha prática para o dia a dia e também para receitas mais elaboradas.
Mas a sardinha não está sozinha nessa disputa. Peixes como anchova, tilápia, merluza e tambaqui também se destacam por combinar preço mais baixo com bom valor nutricional.
A anchova tem sabor intenso e boa quantidade de ômega-3. A tilápia, mais suave, é rica em proteínas e fácil de preparar. Já a merluza chama atenção pela carne leve e poucas calorias, enquanto o tambaqui é fonte de ferro e muito apreciado em pratos regionais.
A mudança de hábito reflete uma tendência: comer bem sem gastar tanto. Ao diversificar o cardápio e valorizar espécies nacionais, o consumidor garante refeições equilibradas, reduz custos e ainda fortalece a produção local. O resultado é uma alimentação acessível e nutritiva para o máximo de pessoas.





