O começo de janeiro trouxe um impacto direto no orçamento de quem depende do transporte público na capital paulista. Desde esta terça-feira (6), a passagem de ônibus em São Paulo passou a custar R$ 5,30, um aumento de R$ 0,30 em relação ao valor anterior.
O reajuste, embora já previsto pela administração municipal, chamou atenção por superar a inflação oficial registrada no último ano.
Reajuste reacende debate sobre custo do transporte público
De acordo com dados do IBGE, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,5%, abaixo do percentual aplicado à tarifa. A Prefeitura de São Paulo, porém, afirma que o cálculo não se baseia apenas na inflação geral.
O reajuste considera o IPC-Fipe Transporte Coletivo, índice específico do setor, que apontou alta anual de 6,5%, refletindo custos operacionais como combustível, manutenção da frota e salários.
A gestão municipal também destaca que o valor da passagem permaneceu praticamente congelado por anos. Entre 2020 e 2025, houve apenas um aumento, quando a tarifa subiu para R$ 5,00.
Segundo a prefeitura, nesse período, a inflação acumulada ultrapassou 40%, o que teria gerado uma defasagem no sistema. Ainda segundo o município, sem os subsídios públicos pagos às empresas de ônibus, a tarifa real poderia ultrapassar R$ 11, tornando o serviço inacessível para grande parte da população.
O reajuste nos ônibus não veio sozinho. As tarifas de metrô e trens metropolitanos também sofreram aumento e passaram de R$ 5,20 para R$ 5,40, conforme decisão do governo estadual anunciada no fim de 2025.
Para amenizar o impacto imediato, usuários do Bilhete Único que realizaram recarga até o fim do dia 5 poderão continuar pagando R$ 5,00 por até seis meses, desde que respeitem os limites de crédito estabelecidos. No caso do vale-transporte, o teto é maior.





