O Bradesco vai reacender um de seus endereços mais emblemáticos no centro de São Paulo. Depois de anos desativado, o edifício Nova Central, na avenida Ipiranga — ao lado do Copan — voltará a funcionar como agência e espaço administrativo.
A reocupação ocorre em meio ao movimento de retomada do trabalho presencial: o banco anunciou que encerrará o home office para quase 900 funcionários a partir de janeiro de 2026.
Um retorno simbólico ao coração do banco
Projetado em 1964 e com 33 mil metros quadrados, o Nova Central passará por uma revitalização estimada em R$ 200 milhões. O Bradesco destinará 18 mil metros quadrados, do quinto ao vigésimo andar, para departamentos internos que vão acomodar cerca de 2,2 mil funcionários.
Os cinco primeiros pavimentos — 15 mil metros quadrados — serão locados para lojas e restaurantes, estratégia pensada para distribuir o fluxo de pessoas e evitar sobrecarga na região.
A volta ao prédio tem peso histórico. O Nova Central foi inicialmente concebido para ser um hospital, mas acabou comprado pelo Bradesco na mesma década. Nos anos 1980 e 1990, tornou-se a maior agência do banco, movimentando um volume equiparável ao do oitavo maior banco do país.
Funcionários que passavam por lá costumavam acelerar suas carreiras — tradição lembrada por executivos em entrevista à Exame.
Com sede atual na Cidade de Deus, em Osasco, onde não há espaço para expansão, o Bradesco ocupa diversos prédios pela capital. A revitalização integra a estratégia de aproveitar todo o parque imobiliário. A expectativa é que funcionários voltem ao endereço no início de 2027.
A reocupação coincide com um novo capítulo para o centro paulistano. O governo estadual autorizou a construção de um complexo administrativo nos Campos Elísios, reunindo gabinete e secretarias em 12 prédios.
Enquanto algumas empresas retornam, outras nunca saíram. A B3 mantém sede na Rua 15 de Novembro desde 1992 e reforça sua escolha pelo centro pela mobilidade e valor simbólico — movimento que o Bradesco agora volta a acompanhar.





