A gasolina vendida no Brasil deve passar por uma mudança importante a partir de 2026, e o anúncio já acendeu o alerta entre motoristas. O governo federal confirmou a intenção de elevar para 30% a mistura de etanol anidro no combustível, hoje em 27%.
A proposta, segundo o Ministério de Minas e Energia, busca reduzir a dependência de importações, estimular a produção nacional e, no longo prazo, baratear o preço final nas bombas.
A medida, no entanto, levanta dúvidas sobre impacto no desempenho dos veículos, possíveis reajustes e o que realmente muda para o consumidor.
Governo defende mistura maior e promete gasolina mais barata
Em entrevista ao g1 e à TV Globo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que os estudos técnicos já foram concluídos e apontaram segurança na nova composição. Segundo ele, o aumento da participação do etanol traz vantagens econômicas e ambientais.
“Não há dúvida nem na questão da sustentabilidade, nem na econômica, porque ele diminui o preço da gasolina”, declarou ao g1.
Os testes foram realizados pelo Instituto Mauá e envolveram uma amostragem de 17% da frota brasileira, incluindo veículos que utilizam exclusivamente gasolina, além de modelos importados e nacionais.
Silveira afirmou que os resultados tiveram apoio da indústria automobilística. “O teste foi aprovado com participação ampla da indústria automobilística nacional, nos dando segurança na maior participação do etanol brasileiro na nossa gasolina”, disse ao g1.
O ministro também afirmou que, com maior produção interna, o país pode rever a política de preços, hoje atrelada ao dólar e às oscilações do mercado internacional.
Apesar disso, a proposta enfrenta resistência. Um projeto apresentado pelo deputado Marcos Pollon (PL-MS) defende a venda de gasolina sem etanol.





