Brasileiros enfrentarão um aumento nas contas de luz em 2026, conforme destaca o mais recente orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um orçamento de R$ 52,7 bilhões, dos quais R$ 47,8 bilhões serão pagos pelos consumidores, representando um aumento de 7% comparado a 2025.
Ao detalhar as tarifas, quase 91% do montante será repassado diretamente nas tarifas de energia elétrica. Isso corresponde a um aumento médio de aproximadamente 2% nas tarifas.
Consumidores das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul experimentarão uma redução nas tarifas, enquanto o Norte e o Nordeste enfrentarão um leve aumento. A variação regional das tarifas decorre de fatores como a distribuição de subsídios no setor elétrico.
Subsídios impulsionam aumento
Entre os principais fatores do aumento dos custos, destaca-se a geração distribuída e o estímulo às fontes incentivadas. O custo associado ao incentivo de pequenos geradores solares aumentou em 87,4%, passando de R$ 3,7 bilhões para R$ 6,9 bilhões.
Além disso, a Tarifa Social de Energia Elétrica subiu de R$ 7,8 bilhões para R$ 10,4 bilhões, o que amplia os custos destinados ao apoio às famílias de baixa renda.
Esses incentivos, embora importantes para fomentar a transição energética no Brasil, como a adoção de fontes renováveis, incrementam os gastos com transmissão e distribuição, que são repassados ao consumidor final.
Mudanças estruturais
A Aneel introduziu uma consulta pública para debater o orçamento proposto, aberta de 10 de dezembro de 2025 a 26 de janeiro de 2026. Além disso, a partir de 2027, haverá um teto para subsídios, conforme a Lei 15.269/2025. O teto considera o orçamento de 2025 corrigido pela inflação, buscando maior controle dos gastos.
A decisão de alocar grande parte dos gastos da CDE nas tarifas continua gerando debates sobre o futuro das políticas de subsídios.





