O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, foi reconduzido ao cargo de secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia, função que o mantém no comando do país por mais cinco anos. A decisão foi confirmada durante o nono congresso do partido, o mais importante encontro político do regime, que reuniu cerca de 5 mil delegados em Pyongyang. Segundo a agência estatal KCNA, a escolha foi unânime.
A reeleição reforça o controle de Kim sobre a estrutura política norte-coreana, um país conhecido por decisões que frequentemente geram críticas, especialmente nas áreas militar, nuclear e de direitos humanos.
O que representa o congresso do partido na Coreia do Norte
O congresso do Partido dos Trabalhadores é considerado o órgão máximo de poder político do país. É nesse encontro que são definidas as diretrizes centrais do governo, incluindo estratégias para a economia, defesa, diplomacia e organização interna do Estado.
Também é o momento em que são eleitos os integrantes do Comitê Central e podem ocorrer mudanças relevantes na elite dirigente.
Durante o discurso de abertura, Kim Jong-un afirmou que o país conseguiu superar um período de estagnação e avançar em metas econômicas estabelecidas nos últimos anos, mesmo diante de sanções internacionais e dificuldades estruturais. Ele também prometeu esforços para melhorar o padrão de vida da população.
Desde que assumiu o poder, em 2011, Kim tem conduzido uma política marcada por decisões consideradas controversas no cenário internacional, como o fortalecimento do programa nuclear e o foco no poderio militar, ao mesmo tempo em que tenta impulsionar projetos econômicos internos.
A reeleição foi acompanhada de manifestações de apoio de aliados históricos, como o presidente da China, Xi Jinping, que destacou a intenção de aprofundar as relações entre os dois países. Com isso, Kim Jong-un inicia mais um ciclo no poder, mantendo seu papel central em um dos governos mais fechados do mundo.





