Uma inovadora transformação está em curso nos cuidados paliativos nos Estados Unidos com a criação da primeira “vila da demência”. Essa iniciativa, idealizada pela empresa Agrace, visa transformar o conceito de cuidados para pessoas com perda de memória.
O projeto, localizado no campus da empresa em Madison, Wisconsin, representa um investimento de 40 milhões de dólares (cerca de 207 milhões de reais) e tem inauguração prevista para setembro de 2027, em Fitchburg.
Inspirada na Hogeweyk Dementia Village dos Países Baixos, a vila é projetada para replicar um ambiente de pequena cidade. O objetivo é permitir que os residentes com demência mantenham suas rotinas diárias e interações sociais em um espaço seguro.

A capacidade de atendimento é para 65 residentes fixos e ainda inclui um “Day Club” que pode acolher até 50 participantes diários.
Inovação no cuidado
Essa vila difere das instituições tradicionais ao priorizar a autonomia dos moradores. Os residentes viverão em casas que simulam um lar real, abrigando até oito pessoas.
Eles terão o apoio diário de profissionais qualificados, em atividades como compras e visitas a restaurantes, criando uma estrutura que promova a independência.
Em Wisconsin, cerca de 11% dos moradores com 65 anos ou mais vivem com Alzheimer, uma das principais causas de morte do estado. Estima-se que o número de pessoas afetadas atinja quase 215 mil até 2040, evidenciando a necessidade crescente de alternativas eficientes de cuidado.
Impacto global
Este projeto não apenas representa um avanço local, mas também segue um modelo que já impactou positivamente os cuidados de saúde na Europa, Austrália, Canadá e China.
Para muitas famílias, essa abordagem oferece uma solução mais humana para cuidar de entes queridos com demência, contrastando com críticas aos métodos de cuidado convencionais.
Os custos de moradia e alimentação ficarão a cargo das famílias dos residentes, com a possibilidade de cobertura das despesas médicas por seguros de saúde. A Agrace garante que as mensalidades serão equivalentes às de outras residências assistenciais, mas ainda não foram divulgados os valores exatos.





