O medicamento Mounjaro, conhecido nos últimos meses pelo sucesso entre pessoas que buscam emagrecimento, acaba de atingir um marco histórico no mercado farmacêutico mundial. Segundo informações divulgadas pela Bloomberg, o remédio se tornou o medicamento com maior faturamento do planeta em 2026, superando tratamentos tradicionais usados até contra o câncer.
Fabricado pela Eli Lilly, o Mounjaro registrou vendas globais de US$ 8,7 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano — cerca de R$ 43 bilhões na cotação atual. O valor ultrapassou o faturamento do Keytruda, líder mundial nos últimos anos.
Brasil é um dos destaques em procura pelo medicamento
O crescimento do medicamento tem mérito também do Brasil. Dados levantados pela Folha de S.Paulo com base no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados mostram que mais de 1,8 milhão de canetas emagrecedoras foram vendidas no mercado online brasileiro no último ano, movimentando cerca de R$ 2 bilhões.
O Mounjaro utiliza a substância tirzepatida, desenvolvida inicialmente para tratamento de diabetes tipo 2, mas que ganhou enorme popularidade devido aos efeitos no emagrecimento. Especialistas apontam que o medicamento se tornou símbolo de uma nova geração de tratamentos para obesidade.
O avanço foi tão rápido que o Brasil passou a figurar entre os maiores importadores desses medicamentos no mundo, com compras estimadas em cerca de R$ 9 bilhões no último ano.
Analistas internacionais afirmam que a popularidade da tirzepatida mudou completamente o mercado farmacêutico global. Além do Mounjaro, a mesma substância também é usada no Zepbound, outro remédio da Eli Lilly voltado para perda de peso.
Apesar do sucesso, médicos alertam que o uso do medicamento exige acompanhamento profissional adequado envolvendo, muitas vezes, uma equipe multidisciplinar como endocrinologista e nutricionista. O remédio pode causar efeitos colaterais e não deve ser utilizado sem prescrição médica.





