Famílias brasileiras que convivem com a rotina intensa de cuidados com crianças com deficiência podem ganhar um novo apoio financeiro do governo. Um projeto em discussão na Câmara dos Deputados propõe a criação do chamado Auxílio Mãe Atípica, benefício que pode chegar ao valor de um salário mínimo mensal — atualmente em torno de R$ 1.621.
A proposta busca ajudar mães e responsáveis legais que dedicam grande parte do tempo ao cuidado de filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou outras deficiências severas. Em muitos casos, essas pessoas acabam deixando o trabalho ou reduzindo a jornada profissional para acompanhar terapias, consultas médicas e tratamentos especializados.
Projeto quer reconhecer rotina intensa de cuidado
O texto do projeto foi apresentado pela deputada Carla Dickson e pretende reconhecer uma realidade comum a milhares de famílias brasileiras: a de mães que assumem praticamente sozinhas a responsabilidade pelos cuidados diários de crianças com necessidades especiais.
Pelo projeto, o valor do auxílio poderá variar conforme a situação da criança e a vulnerabilidade da família. Em casos de deficiência moderada, o pagamento pode ser equivalente a meio salário mínimo. Já nas situações consideradas mais graves, o benefício poderá chegar ao valor integral do salário mínimo.
Para ter direito ao auxílio, a mãe ou responsável precisará atender a alguns critérios. Entre eles estão: comprovar a condição de saúde da criança por meio de laudos médicos, demonstrar que os cuidados impactam a rotina de trabalho e estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico).
Além do suporte financeiro, a proposta também prevê acompanhamento psicológico pelo SUS e a criação de espaços públicos que permitam momentos de descanso para essas mães. Apesar do avanço nas discussões, o projeto ainda precisa passar por outras comissões, além da votação na Câmara e no Senado, antes de se tornar lei.





