O senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou nesta terça-feira (7) que considera improvável a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 10 mil, conforme defendido por parlamentares do PL. O texto atual, aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados na semana passada, prevê isenção para rendas de até R$ 5 mil mensais.
A ampliação para R$ 10 mil é defendida pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), que prometeu apresentar uma nova proposta e acredita em chances de aprovação no plenário. “É evidente que haverá alguns destaques, mas acho que vai aprovar”, declarou o parlamentar.
Entretanto, Otto Alencar foi categórico ao descartar a ideia em entrevista ao Portal A TARDE: “Isso não passa. É maluquice. Não tem a menor chance disso”, afirmou o senador baiano.
Tramitação no Senado
A proposta ainda não tem relator designado no Senado. Segundo Otto Alencar, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), deverá discutir com os líderes partidários se o texto seguirá primeiro para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ou se será levado diretamente ao plenário.
“Na minha opinião, ele vai mandar para a Comissão de Assuntos Econômicos. Mas ainda não há prazo pra isso”, explicou Alencar.
Lula confia na aprovação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na segunda-feira (6) que está confiante na aprovação da proposta pelo Senado. Segundo ele, o projeto é essencial para cumprir uma das principais promessas de campanha de seu governo.
“Aprovamos por unanimidade na Câmara, e eu acho que vamos aprovar no Senado. Quem ganha até R$ 5 mil não pagará mais Imposto de Renda a partir do ano que vem”, disse Lula durante evento do Minha Casa, Minha Vida em Imperatriz (MA).
Impacto da medida
O projeto de lei PL 1087/2025, relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), prevê isenção total para rendas de até R$ 5 mil e ampliação da faixa de isenção parcial para quem recebe até R$ 7.350.
O governo federal espera uma tramitação rápida no Senado, com sanção presidencial ainda neste ano. No entanto, os efeitos práticos da nova tabela só serão sentidos a partir de 2026, quando a Receita Federal atualizar as bases de cálculo do imposto.





