A França iniciou, em 5 de novembro, um processo para suspender a plataforma de comércio eletrônico Shein de seu território. A decisão surge após revelações de que a empresa disponibilizava bonecas sexuais com aparência infantil em seu site.
O governo francês estabeleceu um prazo de 48 horas para que a Shein remova esses produtos, sob pena de uma requisição digital que poderá bloquear o acesso à plataforma no país.
Desafios para a Shein
Fundada na China em 2012 e agora sediada em Singapura, a Shein enfrenta uma crescente pressão internacional. As autoridades francesas aplicaram multas que totalizam 191 milhões de euros, citando infrações que vão desde a violação de regras sobre cookies até promoções falsas.
As autoridades francesas não estão sozinhas na sua ofensiva contra a Shein. O ministro das Relações Exteriores da França instou a União Europeia a adotar sanções contra a empresa devido a violações às normas do bloco econômico.
A abertura da primeira loja física da Shein em Paris, no centro comercial BHV Marais, provocou manifestações mistas. Enquanto alguns consumidores demonstravam curiosidade, ativistas protestavam contra a marca, levantando cartazes em defesa dos direitos das crianças.
A expansão da Shein em território francês preocupa varejistas locais, receosos da erosão de mercado devido à ascensão do modelo fast fashion da empresa.
Uma possível suspensão das operações da Shein na França poderia impactar drasticamente sua base de clientes no país. A empresa expressa sua intenção de dialogar com as autoridades para resolver as questões regulatórias em andamento.





