Durante muito tempo, o câncer foi visto como uma doença associada ao envelhecimento. Mas essa ideia já não se sustenta. Dados da Sociedade Americana do Câncer mostram que o câncer colorretal, embora ainda mais comum em pessoas acima dos 60 anos, tornou-se a principal causa de morte por câncer em indivíduos com menos de 50 anos.
Hoje, cerca de 1 em cada 5 diagnósticos ocorre antes dos 54 anos — quase o dobro do registrado há três décadas.
No Brasil, o cenário também preocupa. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de intestino é o terceiro que mais mata no país, com mais de 40 mil novos casos por ano. O maior risco está no fato de que os primeiros sintomas costumam ser silenciosos e facilmente ignorados.
Sintomas do câncer de intestino que parecem inofensivos
Alterações persistentes no hábito intestinal — como diarreia ou constipação prolongadas, fezes mais finas ou a sensação de evacuação incompleta — merecem atenção. Outro sinal frequente é o sangramento retal, muitas vezes atribuído a hemorroidas. Estudos apresentados pelo Colégio Americano de Cirurgiões indicam que, em pessoas jovens, o sangramento aumenta significativamente o risco de câncer colorretal.
Mudanças na aparência das fezes, presença de muco, coloração muito escura, além de fadiga constante, fraqueza e perda de peso sem causa aparente, também podem indicar algo mais sério.
Diagnóstico precoce salva vidas
O rastreamento costuma ser recomendado a partir dos 45 anos, mas pessoas com histórico familiar ou doenças inflamatórias intestinais podem precisar investigar antes. A colonoscopia é considerada o padrão-ouro, pois detecta tumores e remove pólipos antes que se tornem câncer.
A morte de Preta Gil, aos 50 anos, após uma batalha contra o câncer colorretal, reforçou um alerta importante: sintomas persistentes não devem ser normalizados. Informação, atenção ao corpo e diagnóstico precoce continuam sendo as armas mais eficazes contra a doença.





