A proposta de isenção do Imposto de Renda para salários mensais de até R$ 5 mil está atualmente em discussão no Congresso Nacional, com a votação marcada para esta quarta-feira, dia 1º de outubro, na Câmara dos Deputados.
Se aprovada, a medida entrará em vigor em 2026, beneficiando cerca de 10 milhões de brasileiros que poderão economizar entre R$ 605 e R$ 4.356,89 por ano. Essa redução na tributação efetivamente funcionaria como um “14º salário” para muitos contribuintes.
Impacto econômico da isenção
A mudança também deve promover um significativo influxo de dinheiro no mercado, já que muitos dos beneficiados deverão investir esses recursos adicionais em consumo.
Atualmente, apenas rendas mensais de até R$ 3.060 estão isentas de Imposto de Renda. A ampliação dessa margem visa proporcionar uma redistribuição mais justa da carga tributária, além de incentivar o crescimento econômico através do aumento no poder de compra da população.
Economia anual estimada para diferentes faixas:
- Até R$ 5.000: Isenção total, economia de até R$ 4.356,89
- Entre R$ 5.001 – R$ 5.500: Isenção parcial, economia de até R$ 3.367,68
- Entre R$ 5.501 – R$ 6.000: Economia de até R$ 2.350,79
- Entre R$ 6.001 – R$ 6.500: Economia de até R$ 1.333,90
- Até R$ 7.000: Economia de R$ 605,86
Trâmite
O projeto enfrenta uma disputa política no Congresso, com propostas semelhantes sendo debatidas tanto na Câmara quanto no Senado. Arthur Lira (PP-AL) lidera a proposta na Câmara dos Deputados, enquanto Renan Calheiros (MDB-AL) é o responsável pelo texto no Senado.
A proposta contempla ainda um imposto adicional sobre rendimentos elevados para compensar a perda na arrecadação e preservar o equilíbrio fiscal. A medida objetiva criar uma base mínima de contribuição para indivíduos com rendas muito elevadas, evitando, assim, um impacto prejudicial nas receitas do governo.





