Na terça-feira, 5, durante as comemorações do 70º aniversário da Casa de Alívio do Sofrimento, em San Giovanni Rotondo, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, se pronunciou sobre ataques recentes do presidente Donald Trump, ao papa Leão XIV. Em sua fala, o membro do governo da cidade-estado, afirmou que o papel do Papa é defender a paz, não ser a favor de uma guerra como a que o Estados Unidos está envolvido contra o Irã.
O secretário também afirmou que a principal função do Papa é clara e contínua: anunciar o Evangelho e orientar sua atuação a partir de princípios religiosos, mesmo quando inserido em debates internacionais sensíveis.
Na terça-feira, o presidente também voltou a criticar o líder da Igreja Católica, afirmando que o Papa prefere dizer que está tudo bem o Irã ter uma arma nuclear.
Novas respostas a Trump
Na Igreja Católica, o Papa não atua para “rebater” críticas políticas diretamente, suas falas são estruturadas a partir da doutrina cristã e a prioridade está na mensagem, não no confronto. De acordo com Parolin, mesmo diante de ataques, a tendência é manter a mesma linha de atuação, sem escalada retórica.
Isso explica por que o Vaticano evita transformar embates políticos em disputas públicas diretas. A estratégia é manter consistência institucional, ou seja, repetir a mensagem central independentemente do contexto.
O conflito que motivou o posicionamento
A reafirmação desse papel ocorre após críticas de Donald Trump, que acusou o Papa de adotar posições que poderiam impactar a segurança internacional, especialmente em relação ao tema nuclear.
Em resposta, o Papa rejeitou essas interpretações e reforçou que a Igreja Católica mantém, historicamente, uma posição contrária a armas nucleares, ou seja, o conflito não altera o eixo da atuação papal, ele apenas evidencia como essa atuação é interpretada de formas diferentes no campo político.





