A região de Abruzzo, na Itália central, abriga um dos casos mais emblemáticos do esvaziamento populacional que atinge centenas de municípios rurais europeus. Santo Stefano di Sessanio, vilarejo medieval encravado nos picos dos Apeninos e dentro de um parque nacional, tem apenas 115 moradores.
Metade deles são aposentados. Menos de 22 crianças têm até 13 anos. Apenas 70 pessoas residem ali durante todo o ano. Diante desse quadro, a prefeitura local passou a pagar para atrair novos residentes permanentes.
O programa, idealizado pelo prefeito Fabio Santavicca, oferece um pacote avaliado em até 44 mil euros, cerca de R$ 253 mil. O benefício inclui uma contribuição anual de 8 mil euros por três anos, um subsídio único de 20 mil euros para abertura de negócios, aluguel simbólico e apoio burocrático para regularização migratória.
Diferentemente de outras cidades italianas que venderam imóveis por um euro simbólico, Santo Stefano focou em criar condições para que o novo morador possa construir uma vida sustentável.
Como se candidatar
Para se candidatar, é necessário ter menos de 40 anos, comprometer-se a residir no vilarejo por cinco anos, possuir cidadania europeia ou condições de obter residência legal na Itália, apresentar um projeto de negócio viável nas áreas de turismo, gastronomia ou cultura local, e demonstrar disposição para integrar a comunidade.
A localidade está a 1.300 metros de altitude. Os invernos são frios e nevados. Os verões são amenos e recebem fluxo constante de visitantes atraídos pelo patrimônio histórico preservado e pela proximidade com o Gran Sasso. O vilarejo é considerado um dos medievais mais autênticos da Itália.





