O Dia das Mães, celebrado no segundo domingo de maio, é uma data de importância global, mas sua origem tem nuances que surpreendem muitos. Anna Jarvis criou a comemoração em 1907, em Grafton, West Virginia.
Seu intuito era honrar as mães individualmente. No entanto, ao longo dos anos, a data transformou-se em um evento altamente comercial.
Anna Jarvis idealizou o Dia das Mães com um propósito social e pacifista, inspirado por ativistas como Julia Ward Howe. Ela promovia a paz e união, contrastando com o atual foco no consumo. Jarvis vislumbrava uma celebração íntima, destinada a reconhecer o papel único de cada mãe.
Celebrações locais ganhando força
Nos primeiros anos, o Dia das Mães envolvia encontros familiares e comunitários. Embora outras figuras, como Frank Hering, tenham tentado formalizar a data, foi a persistência de Jarvis que levou ao reconhecimento oficial.
A primeira celebração ocorreu na Igreja Metodista Andrews, com um público significativo.
Frank Hering, da Universidade de Notre Dame, foi um dos pioneiros na promoção do Dia das Mães nos EUA. Ele defendia, desde 1904, a instituição de um dia para homenagear as mães. Apesar de sua influência, a iniciativa oficial partiu de Jarvis em 1908, fixando Grafton como sua origem histórica.
Comercialização crescente
Anna Jarvis passou anos lutando contra a comercialização da data. Ela se opunha veementemente à transformação do Dia das Mães em um evento comercial.
As vendas de flores, cartões e presentes tornaram-se características marcantes nos Estados Unidos. Em 2014, os gastos chegaram a bilhões de dólares, segundo a National Retail Federation.
Este aspecto comercial, embora polêmico, não diminuiu o impacto global do Dia das Mães. Celebrado em mais de 40 países, a data tem versões locais únicas. No Brasil, por exemplo, destaca-se como uma das datas mais lucrativas do comércio.





