AMA defende retomada segura das atividades com medidas de prevenção em toda Alagoas

Publicado em 22/06/2020, às 12h06
Foto: Ascom AMA -

Ascom AMA

Com uso de protocolos sanitários, a presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Pauline Pereira, defende a reabertura econômica de forma segura, gradativa e planejada considerando as especificidades de cada setor .A curva epidemiológica será um parâmetro fundamental para o avanço controlado em outras fases do isolamento social, já que a adesão ao longo dos meses por parte da população não foi a ideal. “São atitudes que não dependem apenas de gestores e, sim, da conscientização da população, como o uso de máscaras.”

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Pauline Pereira também defende que o auxílio emergencial oferecido pelo Governo Federal precisa ser prorrogado por causa da redução, logo nos primeiros meses, no faturamento da economia local. A ajuda financeira representa 3% do Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas. “Se for mantido, o auxílio irá ajudar na recuperação econômica. As contas públicas estão abaladas. Apesar da reposição financeira do FPM, ICMS e ISS, comparada a 2019, elas não chegam a 40% das perdas financeiras que os municípios tiveram nas receitas. Estamos priorizando as folhas de pagamento em dia, fornecedores da saúde, porque, diante da situação de calamidade, é o que podemos fazer para sair dessa crise”, disse.

Sobre a reabertura, a presidente diz que os municípios vão seguir o protocolo sanitário do Governo do Estado, que possui uma percepção geral da situação em cada região, mas a falta de respiradores, medicação para uso em UTI, um problema no Brasil inteiro, e leitos em hospitais públicos ainda preocupa. O vírus chegou com força no interior e é imprescindível que as autoridades sanitárias ofereçam segurança à população nesse processo de reabertura. “Cada município possui uma característica. Com a ampliação da proteção básica no interior, como a abertura de leitos clínicos e vagas em UTI, temos a possibilidade de retomar para não haver mais prejuízos econômicos, mais do que já possuímos. Precisa ser gradual e, no momento que acontecer, tenha uma estabilidade em todo Estado na curva, não apenas na capital”.

A colaboração é de todos e as pessoas também precisam estar conscientes de seu papel. “Porque as prefeituras não tem equipes suficientes para fiscalizar todas as recomendações exigidas nos decretos”, finaliza a presidente.

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