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Campanha do Ministério da Saúde reforça importância de conversar com a família sobre doação de órgãos

Publicado em 28/10/2026, às 13h00
- Breno Esaki/Agência Saúde DF

MS

Adoação de órgãos, córneas e tecidos pode transformar a vida de quem precisa de um transplante. Para que esse gesto aconteça, a autorização da família é indispensável. Por isso, o Ministério da Saúde promove a campanha “Já decidiu ser doador(a)? Conte isso para quem você ama”, que destaca a importância de comunicar essa decisão aos familiares. A iniciativa reforça ainda que com uma doação é possível salvar até sete vidas.

Com a autorização da família, adultos e crianças podem ser doadores. Da mesma forma, quando o transplante é destinado a um menor de idade, os pais ou responsáveis legais devem autorizar o procedimento. O Sistema Único de Saúde (SUS) garante acesso a todas as etapas do tratamento, desde os exames preparatórios e a cirurgia até o acompanhamento médico e os medicamentos necessários no período pós-transplante.

O processo começa com a confirmação da morte encefálica, em que a família é consultada e, com a autorização, os órgãos e tecidos podem ser destinados a pacientes que aguardam por órgãos como coração, rim, pulmão e fígado. O processo de doação é voluntário, gratuito e segue critérios técnicos e éticos definidos pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). O tempo de espera por um órgão varia de acordo com as condições clínicas de cada paciente e a compatibilidade com o doador disponível.

Rede nacional amplia acesso e qualifica a doação de órgãos

Atualmente, o Brasil conta com uma ampla rede de 826 serviços habilitados para realizar os procedimentos. Em 2025, o país bateu recorde: foram 31.745 mil cirurgias, um aumento de 29% em relação a 2022, quando foram 25.641 transplantes. Esse aumento é reflexo da qualificação e ampliação do SNT.

Entre as iniciativas está o Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (PRODOT), que prepara profissionais de saúde para identificar potenciais doadores, diagnosticar a morte encefálica, conduzir entrevistas com acolhimento às famílias e qualificar todo o processo de doação.

Para garantir a segurança dos procedimentos, a rede nacional de transplantes conta com 1.722 equipes especializadas. As iniciativas reforçam o compromisso do SUS com a ampliação do acesso e a melhoria contínua da qualidade da assistência.

A logística de transporte também contribui para fortalecer a rede; A parceria com companhias aéreas e o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) viabilizaram 4.808 voos para o transporte de órgãos no ano passado, crescimento de 22% em relação a 2022. A estrutura permite agilizar o deslocamento entre estados e ampliar as possibilidades dentro do tempo adequado para cada órgão.

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