Caso Rhaniel: júri popular de mãe, padrasto e tio por morte de menino é adiado

Publicado em 16/11/2022, às 08h25
Arquivo Pessoal -

TNH1

Foi adiado o júri popular do Caso Rhaniel depois de o promotor de Justiça Tácito Yuri, envolvido no julgamento, testar positivo para a Covid-19 e não poder comparecer no Fórum do Barro Duro. A nova data foi definida pelo Poder Judiciário ainda nesta quarta-feira, 16, e os familiares da criança vão ser julgados no dia 2 de dezembro.

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Após um ano e seis meses, a mãe, o padrasto e o irmão do padrasto de Rhaniel Pedro, 10 anos, o menino encontrado morto com marcas de violência no bairro do Clima Bom, seriam julgados nesta quarta por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável. O juiz José Braga Neto era o responsável por conduzir este júri.

"Foi adiado em razão do promotor ter testado positivo para a Covid. Diante da situação, não há outra alternativa senão adiar o julgamento para uma data mais breve possível", disse Braga Neto à TV Pajuçara, ao destacar também que sete testemunhas seriam ouvidas hoje.

A investigação apontou que a criança foi morta por espancamento e um objeto foi introduzido em seu corpo para fazer com que a polícia entendesse de que teria ocorrido violência sexual. Inclusive, um preservativo foi deixado na calçada onde o corpo foi abandonado, porém apenas o material genético de Rhaniel foi identificado.

Relembre o caso - O menino Rhaniel Pedro Laurentino da Silva foi encontrado morto com sinais de violência e abuso sexual no dia 13 de maio de 2021, em uma calçada na região próxima da casa onde morava, no bairro Clima Bom, parte alta de Maceió. Na ocasião, a própria mãe de Rhaniel deu entrevistas falando que a criança sumiu após sair de casa para uma aula de reforço escolar. O caso teve forte impacto na sociedade alagoana e ela chegou a receber homenagem do CSA na final do Campeonato Alagoano daquela temporada - Rhaniel era torcedor do clube. Os jogadores entregaram a faixa com a frase "Eternamente em nossos corações - Rhaniel Pedro" aos familiares da criança e deram um abraço simbólico em Ana Patrícia.

Mais de seis meses depois, a investigação do assassinato do pequeno Rhaniel chegou ao fim com as prisões da mãe da criança e do irmão do padrasto dela. A mulher, segundo os delegados, pesquisou sobre homicídio, pornografia, violência sexual contra crianças e formas de desovar o corpo antes do dia 12 de maio, quando o menino foi morto. 

Ana Patrícia levantou suspeita de participação no assassinato depois de ter vendido a bola que recebeu de presente durante a homenagem para o menino na final do Campeonato Alagoano deste ano. Segundo a polícia, ela cobrou R$ 1,5 mil para comercializar o item simbólico, o que fez as autoridades perceberem que a mãe não tinha muito apego pelo garoto.

Mãe desabafa às vésperas do julgamento - Ana Patrícia da Silva Laurentino, acusada de homicídio qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver contra o próprio filho, Rhaniel Pedro Laurentino da Silva, uma criança de 10 anos, será julgada nesta quarta-feira, 16, ao lado do padrasto e o irmão dele. Às vésperas do júri popular, ela foi entrevistada com exclusividade pela equipe do Cidade Alerta Alagoas, da TV Pajuçara, na última sexta-feira, 11, no Sistema Prisional.

Ana Patrícia alega que é inocente e aponta os assassinos do filho. Segundo ela, Vítor de Oliveria Serafim, seu companheiro, e Wagner de Oliveira Serafim, irmão de Vitor, são os responsáveis pela morte de Rhaniel. "Eu gostaria muito de eles dizerem na minha cara porque fizeram isso com o meu filho", disse Patrícia à repórter Beatriz Lacerda. Indagada sobre o que teria levado o companheiro e o cunhado a matarem o filho dela, Patrícia diz não saber o motivo.

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