Uma colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha resultou na morte de pelo menos 64 pessoas, causada por uma falha no sistema de controle ferroviário durante a retomada das operações após uma parada forçada.
O acidente ocorreu entre as cidades de Mora e Orgaz, envolvendo um trem da Renfe com 397 passageiros e um da Iryo com 147, ambos descarrilando devido ao impacto, enquanto um sinal vermelho proibia o movimento.
O governo espanhol, incluindo o primeiro-ministro e autoridades locais, expressou solidariedade às vítimas e suas famílias, enquanto a circulação ferroviária permanece interrompida nas áreas afetadas e apelos por doações de sangue foram feitos.
A colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha deixou ao menos 64 pessoas mortas nesta quarta-feira (28/10). O acidente ocorreu por uma falha no sistema de controle ferroviário, segundo o governo espanhol.
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O ministro dos Transportes, Oscar Puente, explicou em coletiva de imprensa que um problema de comunicação no computador de controle forçou a parada imediata dos trens. O erro, no entanto, se deu no momento da retomada das operações.
"A decisão de reiniciar a viagem do trem não foi tomada como deveria, em um ritmo que permitisse a sua parada. Um sinal vermelho estava em vigor, proibindo qualquer movimento adicional. Apesar disso, o trem da Renfe recebeu ordem para retomar sua viagem e prosseguiu até a colisão", declarou o ministro.
Segundo uma fonte ouvida pela agência Reuters, o trem da Iryo estava parado perto de Toledo por determinação da Adif, empresa gestora da infraestrutura ferroviária, por causa de uma falha de sinalização, quando foi atingido pelo trem da Renfe. Os dois compostos somavam 544 pessoas a bordo no momento do impacto.
Colisão entre Mora e Orgaz
De acordo com a porta-voz do governo da região de Castila-La Mancha, Ester Padilla, o choque aconteceu pouco depois das 9h no horário local (5h de Brasília), entre as cidades de Mora e Orgaz. O trem da Renfe transportava 397 passageiros, e o da Iryo, 147. A colisão provocou o descarrilamento de vagões de ambos os compostos.
Imagens transmitidas pela emissora regional Castila-La Mancha Television mostram o trem da Iryo descarrilado, com alguns vagões da frente ainda sobre os trilhos. Metal retorcido, painéis quebrados e destroços aparecem espalhados por um aterro abaixo da linha férrea.
Reações de autoridades
O primeiro-ministro Pedro Sánchez se pronunciou pela rede social X logo após o acidente. "Estou chocado com o grave acidente de trem em Toledo. Meu carinho, solidariedade e apoio a todas as vítimas e suas famílias", escreveu. A agenda oficial do premiê para o dia foi cancelada. O Partido Popular, da oposição, também suspendeu todos os eventos de campanha.
A ministra da Saúde, Mónica García, publicou no X um apelo para que a população doasse sangue. Manuel Galán, prefeito de Urda, cidade próxima a Toledo, informou ter recebido pedido dos serviços de emergência para preparar um ginásio poliesportivo para acomodar os feridos.
O rei da Espanha, Felipe VI, se pronunciou durante um ato nas proximidades de Valência. "A primeira coisa é lamentar essa tragédia terrível. Transmitir às famílias os nossos pêsames, a nossa tristeza, o nosso apoio, o nosso carinho em um momento tão duro, tão difícil", disse o monarca.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que "hoje a Europa chora". O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o ocorrido como um "terrível drama ferroviário".
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu nota de solidariedade ao governo espanhol e informou que monitora a situação por meio dos Consulados-Gerais do Brasil na Espanha a fim de prestar a assistência consular cabível aos nacionais eventualmente afetados pela colisão dos trens.
A circulação ferroviária segue interrompida entre Madrid, Ciudad Real e Andalucía. As empresas Renfe e Iryo não responderam aos pedidos de comentários da Reuters até a publicação desta matéria.
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