Mundo

Alagoano Pedrinho pede ajuda de autoridades brasileiras e desabafa: 'Medo do que pode acontecer'; veja vídeo

Gilson Monteiro e João Victor Souza | 24/02/22 - 11h45
Reprodução

O jogador alagoano Pedrinho, que atualmente defende o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, conversou em primeira mão com o TNH1 na manhã desta quinta-feira, 24, e relatou o clima de tensão  e o receio do que pode vir a acontecer com o conflito entre o país e a Rússia. 

Nesta quinta-feira, os ataques militares da Rússia tiveram início no país vizinho. Nações do ocidente já prometeram impor sanções contra o país governado por Vladimir Putin.

O atleta informou que está em um hotel, em Kiev, capital da Ucrânia, num clima de medo, mas tentando manter a calma por conta dos familiares. Ele também faz um apelo à embaixada brasileira. "Estamos hospedados num hotel, no Ópera, numa sala, todos reunidos, família, amigos, estamos esperando que o governo possa fazer para nos retirar daqui. É muito tenso, estamos com bastante medo daquilo que pode acontecer, mas tentando ficar tranquilos, acalmar nossas famílias. Esse apelo que faço ai para os governantes, do Brasil, a embaixada para que possa nos tirar daqui o quanto antes, é uma situação muito delicada". 

Assista:

Ainda em entrevista ao TNH1, Pedrinho que aproximadamente 45 pessoas brasileiras, entre jogadores e familiares, estão na localidade e aguardam um retorno positivo do governo brasileiro para saírem do país.

"Estamos aqui na correria, mas naquela tensão. A princípio estamos aqui no hotel, esperando que o consulado e o governo brasileiro possa fazer por nós. Estamos esperando cheio de tensão pelo fato de não saber o que pode acontecer", disse.

"Estamos com as famílias juntos e esperando alguma resposta sobre o que pode ser feito. Enquanto isso, estamos no hotel em torno de 40 e 45 pessoas, todos os brasileiros com as famílias, então acredito que essa é realmente a nossa situação atual", continuou.

Pedro Victor Delmino da Silva, o Pedrinho, tem 23 anos e chegou ao futebol ucraniano nesta temporada. Antes do Shakhtar, o jovem alagoano, formado nas categorias de base do Corinthians, passou pelo Benfica, de Portugal.

Grupo de jogadores com familiares está em hotel - Dezenas de jogadores brasileiros que atuam pelo Shakhtar Donetsk e pelo Dínamo Kiev publicaram um vídeo nas redes sociais e pediram ajuda do Governo brasileiro para deixarem a Ucrânia. O zagueiro Marlon, formado no Fluminense e porta-voz do grupo, disse que as fronteiras do país estão fechadas e o momento é de apreensão.

"Fala, galera. Estamos todos reunidos, jogadores do Dinamo e do Shakhtar com nossas família e estamos esperando em um hotel devido a toda situação. Estamos aqui pedindo a ajuda de vocês para promover esse vídeo por conta da falta de combustível na cidade, fronteira fechada, espaço aéreo fechado, então não tem como sairmos. A gente pede muito apoio ao Governo do Brasil, que possa nos ajudar e espero que vocês possam nos ajudar a promover esse vídeo e alcançar o maior número de pessoas possíveis".

Uma parente de um dos jogadores informou que o grupo possui poucas informações sobre o que acontece no país. "Nós, mulheres, estamos com os filhos, com as crianças e estamos nos sentindo um pouco abandonadas, pois não temos o que fazer, não sabemos o que fazer. As notícias não chegam até nós a não ser a dos Brasil e a gente faz um apelo até por conta das crianças. Cada um saiu de suas casas correndo para o hotel, cada um com uma peça de roupa, não sabemos se vai ter comida, então a gente queria tentar pedir ajuda para resolver a nossa situação".