Após o presidente do partido Democracia Cristã, João Caldas, confirmar a pré-candidatura de Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, à Presidência da República, o jornalista e ex-ministro Aldo Rebelo, que já estava em pré-campanha, ingressou com ação judicial para reverter a decisão e manter sua própria candidatura.
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Em nota divulgada pelo DC, João Caldas disse que “o povo brasileiro merece um novo capítulo em sua história” e que Barbosa pode ajudar a reconstruir a “confiança do povo brasileiro nas instituições”.
A substituição de Aldo Rebelo por Joaquim Barbosa decisão instalou uma crise interna na legenda nanico a menos de cinco meses das eleições, ao ponto de no último sábado, 16, durante convenção estadual do DC em Boa Vista, o presidente do diretório de Roraima, Paulo César Quartiero, afirmou publicamente, em seu discurso, que a escolha de Joaquim Barbosa seria “tão ridícula, que dá vontade de dar risada. Vamos trocar um estadista por um vigarista?”
Sob aplausos da plateia, Quartiero lembrou que, quando ministro do STF, Barbosa demarcou a reserva indígena Raposa Serra do Sol e apelou a João Caldas.
“Pelo amor de Deus, presidente, não faça isso conosco. Se Joaquim Barbosa vier fazer campanha aqui, o Democracia Cristã vai estar lá para apedrejar ele. Nós temos que tratar traidor como traidor”.
O presidente do diretório paulista do DC, Cândido Vaccarezza, se solidarizou com Rebelo e chamou Barbosa de “inapoiável” .
João Caldas deu um recado curto e grosso aos seus correligionários: "Quem não estiver com Joaquim Barbosa etá fora do partido".
Assim como Aldo Rebelo, nascido em Viçosa, João Caldas é alagoano, natural de São José da Laje, e assumiu a presidência nacional do Democracia Cristã após José Maria Eymael deixar o comando da legenda, no ano passado.
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