Alexandre de Moraes anuncia e depois cancela pronunciamento

Publicado em 10/09/2026, às 09h51
Agência Brasil
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Por Folhapress

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, cancelou um pronunciamento que faria após perder a relatoria do inquérito das fake news, que ele controlou por mais de sete anos, gerando incertezas sobre a continuidade do caso.

A manifestação de Moraes não seria transmitida e ocorreu em um contexto de tensão, após a divulgação de mensagens relacionadas a uma prisão importante, além de um pedido de nulidade de documentos pela Procuradoria-Geral da República.

O presidente do STF, Edson Fachin, convocou uma sessão para discutir o relatório da Polícia Federal, enquanto Moraes acionou o inquérito das fake news contra Fachin, levando a uma série de decisões controversas sobre a liderança da PF.

Resumo gerado por IA

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), anunciou e cancelou em seguida um pronunciamento que faria às 11h desta quinta-feira (10), um dia após o presidente da corte, Edson Fachin, tirar dele a relatoria do inquérito das fake news.
Moraes controlou o inquérito, cercado de controvérsias, durante mais de sete anos.

A manifestação do ministro não seria transmitida, como costuma ocorrer em outros pronunciamentos e nas sessões do Supremo. Ele não divulgou o teor da sua fala, que seria a primeira após a divulgação de mensagens trocadas com Daniel Vorcaro pouco antes da prisão do então dono do Banco Master.

Pouco depois do anúncio do pronunciamento, a assessoria do STF informou que ele foi cancelado e que será "remarcado para data oportuna".

Fachin também marcou para a próxima terça-feira (15) uma sessão plenária para analisar o documento da Polícia Federal sobre os diálogos e o pedido de nulidade do documento feito pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

O documento foi divulgado por André Mendonça. Moraes contra-atacou usando o inquérito das fake news para pedir que o colega responda por abuso de autoridade.

O fato de Moraes ter usado um "relatório de inteligência" da PF para embasar sua solicitação levou Mendonça à tréplica, determinando o afastamento de Andrei do comando da corporação. Por fim, Dino, que é aliado de Moraes, deu uma nova decisão reintegrando o diretor-geral às funções.

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