Contextualizando

Ao tentar ganhar católicos, Lula perde evangélicos

Em 29 de Setembro de 2026 às 17:30

Jornalista Duda Teixeira:

"A pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça, 29, mostra que a fake news religiosa divulgada pelo governo Lula mais atrapalhou o petista do que o ajudou.

Na semana passada, petistas divulgaram a informação falsa de que o senador e candidato Flávio Bolsonaro queria retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

Lula e os petistas falaram muito sobre o assunto e fizeram campanha em lugares católicos.

Em Belém, Lula ergueu uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré (foto) e atacou a Igreja Batista da Lagoinha, que era frequentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master.

'Enquanto eu for presidente da República, ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida. Ninguém. As pessoas precisam aprender a respeitar todas as religiões, inclusive as religiões de matriz africana. É preciso. Ninguém é dono da verdade. A única igreja mentirosa é aquela da Lagoinha, daquele pastor chamado Valadão, que era sócio do Vorcaro", afirmou Lula.

Na segunda, 28, a primeira-dama Janja apareceu com um colar com a imagem de Nossa Senhora Aparecida.

O candidato a governador de São Paulo Fernando Haddad foi a uma missa na Sé no domingo, 27.

Mas Lula não ganhou muitos pontos entre os católicos com essa sinalização. Da semana passada para esta, a aprovação de Lula nesse grupo subiu de 48,1% para 48,8% na AtlasIntel.

Ou seja, praticamente não mudou.

'O público católico já está em um processo de despetização, desde 2005, quando se iniciou o escândalo do mensalão", afirmou o pastor e teólogo Samuel Silva no Papo Antagonista.

O que mudou foi a aprovação de Lula entre os evangélicos. Em uma semana, caiu de 30,1% para 21,3%. Praticamente nove pontos a menos.

Ao final, o gesto desesperado de Lula não deu muito certo.

Ao criar uma cizânia entre brasileiros de diferentes religiões, o presidente se indispôs com os evangélicos, que se viram envolvidos em uma batalha que não queriam travar.

Além disso, os evangélicos são o grupo que mais cresce no Brasil.

Eles já vinham se queixando da interferência política e sentem que são discriminados no país.

Ao se indispor com eles, Lula pode ter cometido o maior erro de sua campanha."

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