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Após recuo do Governo, Polícia Civil decide manter paralisação de atividades

Agentes e escrivães não irão mais confeccionar os boletins de ocorrência, que ficarão a cargo dos delegados plantonistas.

04/05/16 - 16h20 - Atualizado em 04/05/16 - 18h02
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Atualizado às 18h02

Paralisar 100% das atividades. Esta foi a decisão tomada pelos policiais civis em assembleia do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol/AL) realizada na tarde desta quarta-feira, 04. Em greve desde o dia 18 de abril, a categoria realizou reuniões com secretários do governo Renan Filho nos últimos dias, mas as negociações não avançaram.

De acordo com informações colhidas pela TV Pajuçara, os agentes e escrivães não irão mais registrar os flagrantes, que ficarão a cargo dos delegados plantonistas.

Na última reunião de negociação, intermediada pelo presidente do Tribunal de Justiça, Washington Luiz, foi discutido o piso salarial de R$ 3.600, em quatro parcelas (maio, julho, setembro e novembro), mais o índice da revisão geral dos servidores públicos (IPCA) para dezembro deste ano.

O governo também disponibilizou um orçamento mensal de R$ 300 mil destinado ao pagamento retroativo das progressões, iniciando a partir de maio, além da implantação das progressões até dezembro. 

A paralisação de 100% segue por tempo indeterminado. Os policiais devem ficar acampados em frente ao Palácio do Governo.