Anatel explica como funciona o bloqueio de gatonet no Brasil

Publicado em 13/05/2026, às 16h44
Modelos ilegais de TV box apreendidos durante operação da Anatel - Divulgação / Anatel
Modelos ilegais de TV box apreendidos durante operação da Anatel - Divulgação / Anatel

Por Folhapress

A Anatel divulgou um painel sobre bloqueios de gatonet e um guia explicando o processo de cerco a TV Boxes e serviços ilegais, que inicia com uma ordem judicial solicitada pelo Ministério Público ou polícia. Essa ação visa coibir o acesso a conteúdos piratas, impactando diretamente a oferta de serviços de streaming ilegais no Brasil.

Atualmente, a Anatel bloqueia 860 URLs e 256 IPs usados para autenticar TV Boxes, além de monitorar 7.858 URLs e 41.493 IPs. O bloqueio é realizado no nível de DNS, dificultando o acesso a sites ilegais, mas enfrenta desafios como o uso de VPNs e a rápida mudança de endereços por parte dos infratores.

Para aprimorar a eficácia dos bloqueios, a Anatel recomenda ordens dinâmicas que permitam o bloqueio automático de novos domínios que replicam conteúdos ilegais. Essa abordagem busca minimizar os danos colaterais que podem ocorrer ao bloquear IPs que hospedam também sites legítimos.

Resumo gerado por IA

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgou recentemente um painel mostrando informações sobre bloqueios de gatonet e um documento explicando como funciona o cerco a TV Boxes e serviços ilegais.

O guia de bloqueio explica que tudo começa com uma ordem judicial. Geralmente, é realizada por meio de solicitação do Ministério Público ou da polícia. Ainda que a Ancine (Agência Nacional do Cinema) não seja citada no documento, a agência também pode solicitar o bloqueio de sites que transmitem conteúdos ilegais.

Decisões costumam indicar domínios (endereços de sites) e, em casos específicos, IPs ou URLs. A Anatel diz que realiza uma análise técnica e verifica a possibilidade da execução. Na sequência, a decisão do bloqueio é enviada para as operadoras de telefonia móvel e provedores de internet fixa.

As operadoras executam o bloqueio para que os sites não sejam acessados no país. Segundo o guia da Anatel, o bloqueio é feito no nível de DNS (Sistema de Nomes de Domínio). Na prática, servidores são configurados para "fingirem" que os sites não existem, impedindo que o usuário encontre o IP do servidor com conteúdo pirata.

Para evitar mudança do site, é recomendado que autoridades façam "ordens dinâmicas". Ao ter o site derrubado, o dono da plataforma ilegal tenta subir a página em um novo endereço. Para evitar isso, o documento cita que a Anatel recomenda que decisões autorizem o bloqueio automático de novos domínios que repliquem o mesmo conteúdo.

No momento, a Anatel atinge 860 URLs e 256 IPs bloqueados -eles eram usados para autenticar TV Boxes. Fora isso, a agência diz monitorar 7.858 URLs e monitorar 41.493 IPs.

OS DESAFIOS DOS BLOQUEIOS

O órgão cita desafios para o bloqueio de conteúdos ilegais. Os principais são:

- Uso de VPN: alguns usuários podem tentar burlar as barreiras por meio de um túnel criptografado, podendo acessar os conteúdos fingindo que estão no exterior.

- "Jogo de gato e rato": muitas vezes, donos das páginas ilegais rapidamente trocam o endereço da página para fugir de ordens judiciais estáticas -por isso, a Anatel sugere que ordens sejam dinâmicas, para que uma ordem não deixe de ser cumprida, por exemplo, só porque o dono da página trocou a letra O por um zero num endereço.

- Bloqueio de IP pode derrubar sites legítimos: muitas vezes, por trás de um IP há muitas páginas; logo, o bloqueio por IP pode causar danos colaterais a quem não tem a ver com gatonet.

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