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Após terapia, Diego Hypólito revela importância de expor abuso

Medalhista olímpico revelou que nunca contou sobre o ocorrido à irmã Daniele

03/08/18 - 14h42 - Atualizado em 03/08/18 - 14h43
Reprodução/VEJA


Assim que foi anunciado o afastamento de Fernando de Carvalho Lopes, ex-treinador da seleção brasileira de ginástica acusado de abuso sexual contra jovens atletas, o medalhista olímpico Diego Hypólito tornou pública a violência que sofreu no início da carreira e o trauma de punições desproporcionais nos treinamentos. Nesta semana, o ginasta voltou a falar sobre o caso e ressaltou a importância do debate.

“O importante é que a gente ajude outras pessoas. Eu não tinha coragem de falar por causa de algo que era muito difícil expor e que eu não me sentia bem. Depois que eu comecei a tomar mais consciência, comecei a fazer terapia, comecei a me tratar eu vi a importância que tem isso ser público, não para o Diego, mas para que as outras pessoas possam se sentir livres para falar sobre isso”, disse Diego em entrevista à Rede TV.

“Eu nunca achei normal, por isso nunca tive coragem de falar. Eu tinha vergonha de algo que eu era refém. Hoje em dia vejo que os casos precisam ser apurados e essas pessoas tem de ser punidas. A gente vê questões de bullying, preconceito racial, de religião, de sexualidade, todas muito claras. As pessoas tem de respeitar mais ao próximo”, ressaltou.

Diego revelou que a pressão psicológica e a vergonha foram fatores cruciais para que levasse tanto tempo até que as pessoas ficassem sabendo, inclusive sua irmã, a também ginasta Daniele Hypólito.

“Eu sofri muito durante anos por questões que eu sofria psicologicamente. Nunca conversei isso com a minha irmã. Guardei praticamente minha vida inteira apenas para mim. Eu sentia muita vergonha disso e nunca contei pra ninguém”, admitiu Diego Hypólito.