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Arquiteto renova críticas ao projeto Renasce Salgadinho

Em 21 de Julho de 2026 às 09:00

Matéria do portal "082Notícias" traz novas críticas arquiteto Dilson Ferreira, professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas, sobre o Projeto Renasce Salgadinho, considerado pelo ex-prefeito JHC (PSDB) a maiorobra da sua gestão.

Lançado em 2021 com gastos previstos de R$ 76 milhões, o projeto custou aos cofres da Prefeitura de Maceió algo em torno de R$ 182 milhões

Trechos das declarações do professor Dílson Ferreira:

“O Renasce Salgadinho é uma grande praça, não uma obra completa de recuperação ambiental. É uma intervenção urbanística que melhorou a região, mas priorizou a requalificação do espaço público e menos o saneamento. Não enfrentou as principais causas da degradação do riacho: a poluição, a falta de saneamento e a inexistência de limpeza urbana adequada nos fundos de vale e nas grotas da bacia";

“Quando chove, a falta de saneamento e de coleta de lixo nas grotas e nos bairros da bacia desemboca na foz do riacho, na Praia da Avenida. O esgoto, o lixo e os demais resíduos transportados pelos cursos d’água continuam chegando ao Salgadinho e ao mar”;

“Uma recuperação ambiental efetiva precisa considerar toda a bacia hidrográfica, e não apenas o trecho urbanizado. Não basta requalificar as margens. Sem saneamento, controle da poluição e retirada permanente dos resíduos nos bairros, principalmente nos fundos de vale e nas áreas de preservação ambiental, o riacho continuará recebendo esgoto e lixo”;

“Não adianta culpar o povo. Como responsabilizar um morador que vive em um vale degradado, sem saneamento e sem limpeza urbana regular?”;

“Essencialmente, trata-se de uma grande praça. Qualquer obra de urbanização é necessária, beneficia a região e melhora a vida das pessoas, que têm razão ao agradecer pelo novo espaço público. O problema é que o custo foi elevadíssimo e a intervenção não enfrentou completamente as causas estruturais da degradação ambiental";

“Antes, era possível colocar uma retroescavadeira no local para retirar a lama e os resíduos acumulados. Com a instalação dos extensos guarda-corpos de vidro e das lajes, a entrada de máquinas ficou mais difícil”;

“Na prática, a manutenção passou a depender muito mais do trabalho manual e ficou significativamente mais cara. Os resíduos são colocados em sacos e precisam ser içados, um a um, para fora do riacho.”

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