Política

Bolsonaro diz que 'não cometeu erro grave' como presidente

Talita Fernandes/Folhapress | 14/06/19 - 14h46 - Atualizado em 14/06/19 - 14h49
Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro disse não ter cometido "nenhum erro grave" durante os quase seis meses em que está no cargo. 

A declaração foi feita na manhã desta sexta-feira (14), durante café da manhã com jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto.

O presidente foi questionado sobre seu maior acerto e erro desde que assumiu o governo.

Um dia depois de ter demitido o ministro Carlos Alberto Santos Cruz da Secretaria de Governo, ele destacou a equipe ministerial como sua maior virtude.

Ele disse que o cargo faz com que ele leve "pancada atrás de pancada" e que tem criptonita em sua cadeira.

O presidente disse que continua usando WhatsApp para se comunicar e, questionado sobre se teme ser criticado caso vazem suas mensagens, disse estar "se controlando" para evitar piadas. 

"Perdemos o direito de fazer piadas, não pode chamar cearense de cabeçudo, gaúcho de super macho, goiano de dupla sertaneja", afirmou. "Tudo vira um super escândalo."

O presidente disse ainda que não está preocupado com sua imagem para 2022, quando serão realizadas novas eleições presidenciais, e negou ser populista ao ser comparado com líderes da direita na Europa.

Questionado sobre a interferência do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), um de seus filhos, no governo, o presidente disse que há dois meses ele está afastado de suas contas das redes sociais.

"Há 2 meses que não tem interferência dele nas redes sociais", disse Bolsonaro. Carlos é conhecido como "pitbull" da família.

Bolsonaro reconheceu que "tem uma atenção especial" pelo filho e que costuma ouvi-lo, mas ponderou que nem sempre acata suas opiniões.

Ele disse que o vereador "às vezes exagera", mas que "está contido neste ímpeto".