Interior

Candidato a vice-prefeito é preso suspeito de compra de votos

da Redação | 23/08/21 - 13h57 - Atualizado em 23/08/21 - 16h00
Município de Campo Grande terá eleição suplementar em setembro | Reprodução/Rede social

Um candidato a vice-prefeito na eleição suplementar de Campo Grande, Agreste alagoano, foi preso nesta segunda-feira (23) durante operação da Polícia Civil. José Rosendo dos Santos, mais conhecido como Pimenta (Republicanos), é vice na chapa encabeçada por Téo Higino (Republicanos) e foi preso, suspeito de compra de votos, em cumprimento a mandado de prisão temporária. Outras três pessoas ligadas à coligação do candidato também foram presas.

O Ministério Público Estadual (MPE) informou que o promotor eleitoral Lucas Mascarenhas acompanha o caso, que, no entanto, corre em sigilo de Justiça. O TNH1 tenta contato com o candidato a vice-prefeito na disputa marcada para o próximo dia 12 de setembro.

O novo pleito eleitoral na cidade distante 172 quilômetros de Maceió ocorre após o prefeito reeleito (com 51,40% dos votos válidos), Arnaldo Higino (PP), ter sua candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL). Alvo de ação por improbidade administrativa, Higino chegou a ser preso, em 2017, suspeito de receber propina de uma empresa que prestava serviço à Prefeitura.

Em janeiro deste ano, a presidente da Câmara, vereadora Josefa Barbosa (Republicanos), foi empossada como prefeita interina. A eleição suplementar em Campo Grande tem outros dois candidatos a prefeito: Cícero Pinheiro (MDB) e Inês Correia (PSD).

O caso

A investigação teria iniciado após denúncia feita à Polícia Civil por um agricultor de 44 anos. Em entrevista ao portal 7 Segundos, o homem disse que recebera, em casa, a quantia de R$ 5 mil para que ele e sua família votassem no candidato a prefeito Téo Higino, que conta com o apoio de Arnaldo Higino e cujo vice é José "Pimenta".

Contudo, após postar para foto com pessoas de grupo rival da coligação, pessoas ligadas a Pimenta teriam tomado a motocicleta do agricultor, como forma de reaver os R$ 5 mil doados em troca dos votos na eleição suplementar de Campo Grande. Revoltado, o agricultor resolveu procurar a delegacia para relatar o episódio que teria motivado a prisão dos quatro suspeitos.