Justiça

Caso Bárbara Regina: defesa de réu condenado por morte de estudante pede revisão criminal

Bruno Felix | 11/09/19 - 20h08 - Atualizado em 11/09/19 - 20h22
Bárbara Regina foi morta em 2012 | Arquivo

O caso Bárbara Regina, que aparentava estar concluído após a condenação de Otávio Cardoso da Silva Neto, acusado pela morte da estudante, ocorrida em 2012, pode ter novos capítulos.

É o que acredita o advogado de Otávio, Luis Estevão, ao afirmar ao TNH1 que está dando entrada em um pedido de revisão criminal, para que o caso seja reanalisado.

“Otávio teve uma defesa deficiente na ocasião de seu julgamento. De contradições em alguns depoimentos a diferenças gritantes no tempo de falas da promotoria e da defesa”, diz Estevão, que foi contratado há dois dias.

Segundo ele, o objetivo é mostrar que o rapaz, condenado em maio a 26 anos e seis meses de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, é inocente. “Não é uma luz no fim do túnel, é um farol inteiro”, assegura o advogado.

Otávio Cardoso conheceu Bárbara Regina Gomes da Silva, então com 21 anos, em uma boate no bairro de Ponta Verde, em Maceió. Ele e a estudante deixaram o local juntos, e de acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, Bárbara foi morta por se negar a fazer sexo com Otávio. Ele teria asfixiado e desferido golpes de punhal no peito da jovem.

Otávio teria confessado a um amigo que teria assassinado Bárbara. Dias depois do crime, ele teria procurado um lava-jato com o carro sujo de pó de cana e barro, por dentro e por fora. Enquanto foragido, ele vivia do garimpo e morava no estado do Pará.