Caso Dário: polícia volta a prender mulheres suspeitas de latrocínio de motorista de app

Publicado em 27/04/2026, às 17h06
Caso Dário: polícia volta a prender mulheres suspeitas de latrocínio de motorista de app - Reprodução / PC-AL
Caso Dário: polícia volta a prender mulheres suspeitas de latrocínio de motorista de app - Reprodução / PC-AL

Por Ascom PC-AL

A Polícia Civil de Alagoas prendeu duas pessoas por latrocínio relacionado ao assassinato de Dário José Rodrigues, motorista de aplicativo desaparecido durante o Carnaval, com a ação realizada pela DRACCO em Maceió.

Dário, de 61 anos, foi atraído para um encontro que resultou em sua morte brutal, com múltiplos golpes de faca e martelo, e seu corpo foi encontrado em um canavial após dias de desaparecimento.

As prisões foram motivadas pela gravidade do crime e pela constatação de que as suspeitas, inicialmente liberadas por serem mães, não exerciam a guarda dos filhos, levando à renovação dos mandados de prisão pelo Judiciário.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil de Alagoas cumpriu dois mandados de prisão preventiva pelo crime de latrocínio de Dário José Rodrigues, motorista de aplicativo desaparecido durante o período carnavalesco. A ação foi realizada pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), por meio da Seção Antissequestro, e cumprida na última sexta-feira (24) no bairro de Rio Novo, em Maceió. A prisão só foi divulgada pela corporação nesta segunda, 27. 

Segundo os delegados João Marcello e Pedro Alves, responsáveis pela coordenação da ação na Seção Antissequestro da DRACCO, a vítima foi atraída pelos autores e assassinada com múltiplos golpes de faca e martelo, com participação direta das investigadas.

O motorista Mário José Rodrigues tinha 61 anos - Foto: Reprodução

À época do crime, três pessoas foram presas em flagrante, sendo que duas eram mulheres e foram posteriormente colocadas em liberdade por possuírem filhos menores de 12 anos. No decorrer das investigações, porém, comprovou-se que elas não exerciam a guarda de fato dos filhos. A constatação motivou a renovação dos mandados de prisão, diante da gravidade dos fatos.

Os dois mandados de prisão preventiva foram deferidos pelo Poder Judiciário e cumpridos pelos delegados João Marcello e Pedro Alves.

Dario José Rodrigues foi visto pela última vez no domingo (15/02) de Carnaval - Foto: Reprodução

O CRIME

O corpo do motorista por aplicativo Dário José Rodrigues, de 61 anos, foi encontrado na tarde da quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, em avançado estado de decomposição, nas proximidades de uma usina, em um canavial na cidade de Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió. Ele estava desaparecido desde o domingo, 15, de Carnaval.

De acordo com a polícia, o motorista saiu de Murici até o bairro do Tabuleiro do Martins, em Maceió, para encontrar com a “namorada” a pedido dela. Dário já teria feito algumas transferências via pix para a mulher e pensava que iria ver apenas ela e uma amiga no local combinado. A família dele não sabia deste relacionamento.

No começo da tarde desta quinta-feira (19), a polícia encontrou carbonizado o veículo de propriedade de Dario José - Foto: Cortesia / PC-AL

“Eles começaram a conversar no sofá, quando a mulher o chamou para a cozinha. Neste momento, o homem, que é namorado da moça que Dário conversava pela internet, surge por trás dele e o atinge com uma facada no pescoço. No ataque a faca quebrou e ele pediu outra para uma das suspeitas. Então o atacou com diversos golpes no tórax. Depois, quando a vítima não apresentava mais resistência, eles usaram um martelo para acertar a cabeça dela”, relatou Igor Diego.

O corpo foi enrolado em um lençol e descartado no canavial de Rio Largo. Os suspeitos retornaram à residência, limparam tudo, pegaram o celular da vítima - que a mulher que mantinha o relacionamento com Dário já tinha acesso - e começaram a fazer transferências bancárias, além de um empréstimo de R$ 1.000. Os três foram presos pelas autoridades na quinta-feira, 19. 

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