Caso Davi da Silva: julgamento começa após quase 12 anos de espera por justiça

Publicado em 04/05/2026, às 08h34
Maria José, mãe de Davi, morreu lutando por justiça pelo desaparecimento do jovem - Foto: Reprodução
Maria José, mãe de Davi, morreu lutando por justiça pelo desaparecimento do jovem - Foto: Reprodução

por Eberth Lins

Publicado em 04/05/2026, às 08h34

O julgamento do caso de Davi da Silva, desaparecido há quase 12 anos, começa nesta segunda-feira em Maceió, com quatro acusados, incluindo três policiais militares, enfrentando sérias acusações como tortura e homicídio qualificado.

O caso, que gerou grande comoção na sociedade alagoana, envolve a alegação de que Davi foi assassinado e seu corpo ocultado para dificultar a investigação, com a promotora de Justiça enfatizando a busca por justiça após uma década de impunidade.

Após dois adiamentos, o julgamento contará com a presença da família de Davi, que espera respostas sobre o desaparecimento do jovem, que ocorreu durante uma abordagem policial em 2014.

Resumo gerado por IA

O julgamento do caso Davi da Silva começa nesta segunda-feira (04), quase 12 anos após o desaparecimento do adolescente de 17 anos, ocorrido em 2014, em Maceió. Quatro acusados sentam no banco dos réus no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, localizado no bairro Barro Duro.

Nayara Silva de Andrade, Victor Rafael Martins da Silva, Eudecir Gomes de Lima e Carlos Eduardo Ferreira dos Santos respondem por crimes de tortura, sequestro e cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Após dois adiamentos, o julgamento, que envolve envolve três policiais militares e um ex-policial, deve contar com a presença de familiares de Davi, que há mais de uma década aguardam por justiça pelos desaparecimento do jovem, sem sucesso. 

Em entrevista à TV Pajuçara/RECORD, a promotora de Justiça Lídia Malta destacou que "o posicionamento do Ministério Público permanece firme em busca da responsabilização dos envolvidos".

“Foi um caso que chocou a sociedade alagoana e que merece uma resposta. Já são mais de uma década de impunidade. Hoje temos a oportunidade de fazer justiça e, ao menos, oferecer à família a resposta que espera desde o dia em que Davi foi levado em um camburão e nunca mais foi visto”, disse.

Segundo a acusação, além do homicídio qualificado e da tortura, os envolvidos também respondem pela ocultação de cadáver.

“Eles deram sumiço ao corpo de Davi. Ele foi assassinado e teve o corpo ocultado justamente para dificultar a elucidação dessa atrocidade”, completou a promotora.

Relembre o caso: 

Davi da Silva sumiu após uma abordagem policial no bairro de Benedito Bentes, em agosto de 2014. Segundo testemunhas, ele estava com uma pequena quantidade de maconha e foi colocado dentro da viatura. Desde então, não houve mais informações sobre o paradeiro do jovem. Na ocasião, Davi estava acompanhado de Raniel Victor Oliveira da Silva, que foi encontrado morto meses após o sumiço do colega. Ele era a principal testemunha do caso.

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