Caso Davi da Silva: Justiça julga recurso de policiais condenados pelo desaparecimento de jovem em Maceió

Publicado em 01/09/2026, às 11h56
PMs e ex-militar são condenados pela morte do adolescente - Foto: Ministério Público
PMs e ex-militar são condenados pela morte do adolescente - Foto: Ministério Público

Por Redação

O Tribunal de Justiça de Alagoas analisa o recurso da defesa de quatro policiais militares condenados pelo desaparecimento e morte do adolescente Davi da Silva, que ocorreu em 2014 após uma abordagem policial.

Davi foi visto pela última vez em Benedito Bentes, e seu caso se agravou com a morte de Raniel Victor Oliveira, a principal testemunha, meses depois de seu desaparecimento.

Os policiais foram condenados por crimes graves, incluindo homicídio e tortura, e já perderam seus cargos, enquanto a ex-militar está proibida de ocupar funções públicas.

Resumo gerado por IA
O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) julga nesta quarta-feira (02) o recurso apresentado pela defesa de quatro policiais militares condenados pelo desaparecimento e morte do adolescente Davi da Silva, de 17 anos. 
Davi da Silva sumiu após uma abordagem policial no bairro de Benedito Bentes, em agosto de 2014. Segundo testemunhas, ele estava com uma pequena quantidade de maconha e foi colocado dentro da viatura. Desde então, não houve mais informações sobre o paradeiro do jovem. Na ocasião, Davi estava acompanhado de Raniel Victor Oliveira da Silva, que foi encontrado morto meses após o sumiço do colega. Ele era a principal testemunha do caso.
Três policiais militares e uma ex-militar foram condenados pela morte de Davi da Silva. No julgamento, que estava previsto para 26 de agosto, a Justiça alagoana avalia os argumentos da defesa contra a decisão que condenou os militares pelo caso. 

O Conselho de Sentença acatou todas as acusações contra os policiais Vitor Rafael Martins da Silva, Eudecir Gomes de Lima e Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, e a ex-militar Nayara Silva de Andrade. Eles respondiam por tortura, sequestro e cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Confira abaixo as penas de cada um, divulgadas pelo Ministério Público de Alagoas:

Eudecir Gomes: 28 anos, 1 mês e 3 dias de reclusão;
Carlos Eduardo Ferreira e Nayara Silva: 24 anos, 4 meses e 13 dias de reclusão e mais 1 ano, 11 meses e 14 dias de detenção por tortura;
Vitor Rafael: 21 anos, 9 meses e 13 dias de reclusão e mais 1 ano, 7 meses e 11 dias de detenção por tortura.
De acordo com o Ministério Público, os militares perderam os cargos. Já Nayara foi impedida de exercer qualquer função pública.

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