Há alguns anos, numa campanha de senador como a deste ano, quando havia duas vagas em disputa, em Alagoas dois concorrentes faziam campanha em parceria quando a poucos dias da eleição um deles contratou um instituto para fazer uma pesquisa falsa.
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A pesquisa estava quase pronta para ser divulgada, colocando esse candidato em ampla vantagem sobre os demais, quando o parceiro que seria prejudicado com o falso resultado soube e deu um ultimato ao que havia comprado a falsa pesquisa:
"Se você divulgar esse resultado, na mesma hora em acabo nossa parceria".
O parceiro falsário desistiu da ideia e, aos trancos e barrancos, por conta da desconfiança que surgira, terminaram a campanha - ambos acabaram eleitos.
Isso é apenas uma pequena mostra do que acontece na maioria desses levantamentos para aferir a tendência do eleitor, oficialmente chamados de pesquisa.
Esse universo de pesquisas é, na realidade, um submundo, tanto quanto os bastidores dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo aqui no Brasil.
Pior dessas "pesquisas" encomendadas é que o resultado influencia o eleitor indeciso, que tende a votar no candidato com mais perspectivas de ser eleito, com uma esdrúxula justificativa: "Para não perder meu voto".
Quem perde com isso é a democracia.
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