por Eberth Lins
Publicado em 25/08/2026, às 10h23
Regivaldo da Silva Santana, conhecido como 'Giba', será julgado por assassinar quatro jovens em abril de 2024, com os corpos encontrados em um poço após uma semana de buscas. O crime gerou grande repercussão na região e levantou questões sobre segurança pública.
As vítimas, duas mulheres e dois homens, foram mortas a tiros após uma discussão, e Regivaldo confessou o crime, alegando que as mulheres foram assassinadas para evitar que fossem testemunhas. A investigação aponta que a motivação do crime foi uma desavença relacionada ao relacionamento de um dos jovens com uma das vítimas.
Além do homicídio, Regivaldo enfrenta acusações de ocultação de cadáver e posse ilegal de armas. O julgamento, que ocorre no Fórum de Arapiraca, é acompanhado de perto pela comunidade e pela mídia local, refletindo a preocupação com a violência na região.
"As mulheres teriam saído com o empresário na noite do acontecido, até o Centro da Cidade. O trio passou por uma agência bancária, onde o empresário sacou dinheiro, depois o trio seguiu até um estabelecimento, no bairro Boa Vista, onde compraram pizza e outros alimentos, e retornaram à Chácara. Ao chegar, continuaram a conversar e, em determinado momento, os dois jovens chegaram até o local. Momento em que se iniciou uma discussão entre o empresário e o jovem identificado como Lucas, que seria esposo de uma das mulheres e irmão da outra", detalhou o delegado à épóca.
"O motivo seria, aparentemente, porque Lucas não teria gostado que sua esposa saísse com o empresário até o Centro da cidade. Isso teria desencadeado uma desavença entre as pessoas envolvidas. Por esse motivo acredita-se que o empresário acabou assassinando o Lucas e posteriormente o Erick. As mortes das duas mulheres, acredita-se também aqui na conclusão da investigação, se deu para fins de queima de arquivo. Ou seja, o empresário matou as duas meninas para se livrar das testemunhas em decorrência dos primeiros assassinatos", traz ainda a entrevista do delegado.
Além de Regivaldo da Silva Santana, que é réu por homicídio e já está preso, há também dois réus que respondem por ocultação de cadáver, os quais estão em liberdade. São eles Weslley Santana Sá e Adriano Santos Lima.
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