Corpos dentro de poço: escultor acusado de chacina contra quatro jovens vai a julgamento nesta terça-feira

Publicado em 25/08/2026, às 10h23
O escultor Regivaldo da Silva Santana confessou ser o autor da chacina - Foto: Reprodução
O escultor Regivaldo da Silva Santana confessou ser o autor da chacina - Foto: Reprodução

por Eberth Lins

Publicado em 25/08/2026, às 10h23

Regivaldo da Silva Santana, conhecido como 'Giba', será julgado por assassinar quatro jovens em abril de 2024, com os corpos encontrados em um poço após uma semana de buscas. O crime gerou grande repercussão na região e levantou questões sobre segurança pública.

As vítimas, duas mulheres e dois homens, foram mortas a tiros após uma discussão, e Regivaldo confessou o crime, alegando que as mulheres foram assassinadas para evitar que fossem testemunhas. A investigação aponta que a motivação do crime foi uma desavença relacionada ao relacionamento de um dos jovens com uma das vítimas.

Além do homicídio, Regivaldo enfrenta acusações de ocultação de cadáver e posse ilegal de armas. O julgamento, que ocorre no Fórum de Arapiraca, é acompanhado de perto pela comunidade e pela mídia local, refletindo a preocupação com a violência na região.

Resumo gerado por IA
O escultor, empresário e atirador desportivo Regivaldo da Silva Santana, conhecido como “Giba”, vai a julgamento nesta terça-feira (25), no Fórum de Arapiraca, pelo assassinato de quatro jovens ocorrido em abril de 2024, na zona rural do município.
Regivaldo é acusado de matar a tiros Letícia da Silva Santos, de 20 anos; o irmão dela, Lucas da Silva Santos, de 15; Joselene de Souza Santos, de 17 anos; e Erick Juan de Lima Silva, de 20 anos. Os quatro corpos foram encontrados dentro de um poço após uma semana de buscas motivadas pelo desaparecimento de Letícia e Lucas.
Letícia da Silva Santos, 20 anos; Lucas da Silva Santos, 15 anos; Joselene de Souza Santos, 17 anos; Erick Juan de Lima Silva, 20 anos — Foto: Arquivo pessoal
Letícia da Silva Santos, 20 anos; Lucas da Silva Santos, 15 anos; Joselene de Souza Santos, 17 anos; Erick Juan de Lima Silva, 20 anos — Foto: Arquivo pessoal
Conforme as investigações, as vítimas foram mortas com tiros na cabeça no dia 13 de abril de 2024. À época, Regivaldo teria confessado à polícia que efetuou os disparos após uma discussão. A acusação sustenta ainda que ele contou com a ajuda de outras duas pessoas para esconder os corpos.
Segundo o delegado Everton Gonçalves, à época da Delegacia de Homicídios de Arapiraca (DHA), o empresário teria discutido com os dois homens e executado as outras duas mulheres por terem sido testemunhas.

"As mulheres teriam saído com o empresário na noite do acontecido, até o Centro da Cidade. O trio passou por uma agência bancária, onde o empresário sacou dinheiro, depois o trio seguiu até um estabelecimento, no bairro Boa Vista, onde compraram pizza e outros alimentos, e retornaram à Chácara. Ao chegar, continuaram a conversar e, em determinado momento, os dois jovens chegaram até o local. Momento em que se iniciou uma discussão entre o empresário e o jovem identificado como Lucas, que seria esposo de uma das mulheres e irmão da outra", detalhou o delegado à épóca.

CAC matou homens após discussão e assassinou mulheres por queima de arquivo
Armas e munições apreedidas à época com o CAC. Foto: Reprodução

"O motivo seria, aparentemente, porque Lucas não teria gostado que sua esposa saísse com o empresário até o Centro da cidade. Isso teria desencadeado uma desavença entre as pessoas envolvidas. Por esse motivo acredita-se que o empresário acabou assassinando o Lucas e posteriormente o Erick. As mortes das duas mulheres, acredita-se também aqui na conclusão da investigação, se deu para fins de queima de arquivo. Ou seja, o empresário matou as duas meninas para se livrar das testemunhas em decorrência dos primeiros assassinatos", traz ainda a entrevista do delegado.

O réu responde por homicídios, ocultação de cadáver, posse de armas e crime contra a fauna. O Ministério Público de Alagoas está sendo representado pelo promotor de Justiça Ivaldo da Silva.

Além de Regivaldo da Silva Santana, que é réu por homicídio e já está preso, há também dois réus que respondem por ocultação de cadáver, os quais estão em liberdade. São eles Weslley Santana Sá e Adriano Santos Lima.

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