Política

Deputado é impedido por companhia área de embarcar sem máscara: "focinheira ideológica"

Ele ganhou notoriedade depois de quebrar uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro.

Correio Braziliense | 29/01/21 - 09h12 - Atualizado em 29/01/21 - 10h17
Foto: Reprodução / Rede Social

A companhia aérea Gol impediu o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) de embarcar em um voo no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, por ele ter se recusado a usar a máscara de proteção contra a covid-19. O item é obrigatório para todos os passageiros. O caso aconteceu na terça-feira (26/1).

Nesta quarta-feira (27/1), o deputado usou as redes sociais para criticar a atitude da companhia e explicar o que tinha acontecido. No vídeo, o parlamentar se referiu a máscara como "focinheira ideológica".

Na terça, Daniel Silveira  estava em Guarulhos para uma conexão em que seguiria para Brasília. Ele então apresentou á companhia aérea um atestado de que não poderia usar a máscara por ter cefaleia (dor de cabeça). Mas, de acordo com ele, a companhia não aceitou a justificativa e disse que ele só embarcaria usando o item.

Com a recusa do parlamentar, a Gol acionou a Polícia Federal para intermediar a discussão. Daniel Silveira só embarcou para Brasília na quarta-feira (27/1).

Na justificativa do deputado, ele teria direito a viajar sem a máscara devido ao atestado médico apresentado. Ele se vale do artigo da lei que afirma que "será dispensada no caso de pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado de máscara de proteção facial, conforme declaração médica, que poderá ser obtida por meio digital, bem como no caso de crianças com menos de 3 (três) anos de idade". Daniel Silveira disse que entrará com um processo contra a Gol.

Procurada, a Gol disse que não divulga informações de seus clientes.

O parlamentar é conhecido por se recusar a usar máscaras, mesmo sendo uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para barrar a proliferação da covid-19, responsável pela a morte de mais de 220 mil brasileiros.

Daniel Silveira é policial militar e foi eleito em 2018. Ele ganhou notoriedade depois de quebrar uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro.