A Islândia reiniciou a caça comercial de baleias-fin após dois anos sem capturas, com a empresa Hvalur hf. já realizando abates nesta temporada. Essa retomada surpreendeu ambientalistas, que esperavam o fim definitivo da prática devido a preocupações com o bem-estar animal.
As recomendações para a temporada de 2026 permitem a captura de até 150 baleias-fin e 168 baleias-minke, apesar de um relatório da autoridade veterinária islandesa indicar que os métodos de abate não atendem aos padrões de proteção animal, causando sofrimento prolongado aos cetáceos.
Embora as licenças de caça ainda sejam válidas, a ministra da Indústria da Islândia planeja propor uma proibição da atividade. Além disso, a demanda econômica é questionada, já que o Japão, principal mercado, também realiza suas próprias caçadas e possui estoques significativos de carne de baleia.
A Islândia voltou a caçar baleias-fin comercialmente após dois anos sem registrar capturas. Os dois navios da empresa Hvalur hf., a única companhia autorizada a realizar esse tipo de atividade no país, partiram para o mar e já abateram os primeiros animais da temporada.
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As recomendações atuais para a temporada de 2026 permitem a captura de até 150 baleias-fin e 168 baleias-minke. Enquanto a baleia-fin (Balaenoptera physalus) é o segundo maior animal do planeta — atrás apenas da baleia-azul — e pode ultrapassar 20 metros de comprimento, a baleia-minke (Balaenoptera acutorostrata) é consideravelmente menor, alcançando cerca de 10 metros e até 9 toneladas.
A retomada surpreendeu ambientalistas e defensores dos direitos dos animais. Nos últimos anos, cresceu a expectativa de que a atividade estivesse próxima do fim definitivo, especialmente após a suspensão temporária da caça em 2023 devido a preocupações relacionadas ao bem-estar animal.
De acordo com a Whale and Dolphin Conservation (WDC), um relatório da autoridade veterinária islandesa concluiu que os métodos utilizados para matar os cetáceos não atendiam aos padrões de proteção animal do país. O documento apontou que os arpões explosivos usados nas caçadas podem provocar sofrimento prolongado antes da morte. A organização também citou estudos que indicam que uma baleia pode levar até 20 minutos para morrer após ser atingida.
Atualmente, Islândia, Noruega e Japão são os únicos países que continuam realizando a caça comercial de baleias, apesar da suspensão internacional estabelecida pela Comissão Baleeira Internacional (CBI) em 1986.
Embora as licenças de caça concedidas pelo governo islandês continuem válidas, o futuro da atividade permanece em debate. Segundo a Iceland Review, a ministra da Indústria da Islândia, Hanna Katrín Friðriksson, já anunciou a intenção de apresentar uma proposta para proibir a caça às baleias no país.
Além das críticas ambientais, a atividade enfrenta questionamentos econômicos. O principal mercado para os produtos de baleia-fin da Islândia é o Japão. No entanto, segundo a OceanCare, o país também realiza suas próprias caçadas de baleias-fin e mantém estoques significativos de carne de baleia, o que levanta dúvidas sobre a necessidade de continuar importando o produto islandês.
Em comunicado, Mark Simmonds, diretor de Ciência da OceanCare, criticou a retomada da caça e destacou que ela ocorre apesar da crescente oposição à prática na Islândia. Segundo ele, mais de 50% da população do país é contra a atividade. "A caça comercial de baleias é uma prática ultrapassada e injustificável. Matar baleias para fins comerciais no século XXI não é necessário nem aceitável", afirmou.
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