O empresário Eduardo Fauzi Richard Cerquise foi condenado a quatro anos e oito meses de reclusão pelo ataque à sede da produtora Porta dos Fundos, ocorrido em 24 de dezembro de 2019, quando lançou coquetéis molotov em protesto contra um filme que retratava Jesus Cristo de forma controversa.
O atentado foi motivado pela exibição do especial de Natal 'A Primeira Tentação de Cristo', que gerou reações intensas, levando Fauzi a fugir do Brasil e ser preso na Rússia, de onde foi extraditado em 2022.
A juíza Renata Guarino Martins negou o direito de Fauzi recorrer em liberdade, citando sua fuga como um fator agravante, e ele permanece sob prisão preventiva enquanto aguarda o cumprimento da pena.
A 35ª Vara Criminal da Capital do Rio de Janeiro condenou o empresário e economista Eduardo Fauzi Richard Cerquise a cumprir uma pena de quatro anos e oito meses de reclusão pelo ataque contra a sede da produtora Porta dos Fundos, no Humaitá, bairro na zona sul do Rio.
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Fauzi foi o responsável por um ataque à sede do Porta dos Fundos na madrugada de 24 de dezembro de 2019, véspera de Natal. Ele arremessou coquetéis molotov em direção ao prédio no Rio de Janeiro, segundo o Ministério Público afirmou na época, assumindo o risco de matar o vigilante do imóvel, que estava no local.
O atentado foi uma reação ao filme "A Primeira Tentação de Cristo", o especial de Natal feito pelo Porta dos Fundos naquele ano. O longa retrata um Jesus Cristo gay, interpretado por Gregorio Duvivier, que se relaciona com o jovem Orlando, vivido por Fábio Porchat, e um Deus mentiroso, na pele de Antonio Tabet, que vive um triângulo amoroso com Maria e José.
Ele fugiu do Brasil logo após o atentado, mas acabou sendo localizado e preso pela Interpol, a polícia internacional, no ano seguinte, na região de Sverdlovsk, na Rússia, país onde o empresário já havia morado anteriormente. Fauzi foi extraditado da Rússia para o Brasil em 2022.
Na decisão, a juíza Renata Guarino Martins mencionou a fuga do réu como razão para negar o direito de recorrer em liberdade e mantendo sua prisão preventiva.
Cerca de um mês após o atentado, em 2020, o empresário afirmou que se sentia como um perseguido político e disse que estava escrevendo um livro detalhando o ataque ao Porta dos Fundos. Fauzi na época admitiu ter tido participação ativa no ataque, mas negou ter atirado os coquetéis molotov no prédio.
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