Um exame de sangue revelou que o motorista José Hilton Daltro, que atropelou duas crianças em Maceió, estava sob efeito de álcool acima do limite legal, o que levanta questões sobre sua responsabilidade no acidente que resultou na morte de uma criança de 2 anos.
O exame, realizado pela Polícia Científica, confirmou a presença de etanol, enquanto não foram detectadas outras substâncias que pudessem ter contribuído para o acidente, esclarecendo dúvidas sobre o estado do motorista no momento do atropelamento.
A investigação continua, com a Polícia Científica realizando outros exames periciais para entender melhor as circunstâncias do acidente e a dinâmica que levou à morte do motorista após ser agredido por moradores revoltados.
O exame de sangue feito no motorista que atropelou duas crianças no Vergel do Lago, em Maceió, confirmou a presença de álcool em uma concentração acima do limite previsto na legislação brasileira para caracterizar o crime de embriaguez ao volante.
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O resultado da análise foi concluído pela Polícia Científica nessa segunda-feira (21) e já foi encaminhado à delegacia responsável pela investigação. José Hilton Daltro, de 53 anos, perdeu o controle do carro no dia 13 de setembro, atingiu as crianças que estavam na calçada e, depois do atropelamento, foi agredido por moradores e morreu no local.
Exame detectou concentração elevada de álcool
A análise foi realizada no Laboratório de Química e Toxicologia Forense da Polícia Científica de Alagoas. O material coletado do motorista passou pelo exame de alcoolemia, que identificou etanol em concentração acima do limite estabelecido pela legislação para a caracterização da embriaguez ao volante.
Segundo a perita criminal Lívia Rocha, responsável pelo exame, os resultados também foram avaliados com base em parâmetros utilizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “Concentrações elevadas de álcool no organismo podem estar associadas a alterações significativas da coordenação motora, comprometimento do equilíbrio, incoordenação muscular e alterações da percepção e do comportamento.”
A informação ajuda a esclarecer uma das principais questões levantadas desde o atropelamento: de que o motorista teria ingerido bebida alcoólica antes de perder o controle do veículo.
Nenhuma outra substância foi encontrada
Além da alcoolemia, a Polícia Científica também realizou um segundo exame para verificar a presença de outras substâncias que poderiam ter relação com a ocorrência.
Foram pesquisados medicamentos, pesticidas e substâncias controladas ou proibidas. Entretanto, nenhuma delas foi detectada na amostra de sangue de José Hilton.
Com isso, entre os exames toxicológicos realizados, o único resultado positivo divulgado até o momento foi o de etanol.
Entenda o caso
O caso aconteceu no dia 13 de setembro, na Avenida Senador Rui Palmeira, no Vergel do Lago. José Hilton Daltro, de 53 anos, dirigia um Ford Fiesta quando perdeu o controle do veículo, invadiu a calçada e atingiu duas crianças que estavam em frente a uma residência.
Marcos Antônio, de 2 anos, morreu no local. A irmã dele, de 4 anos, também foi atingida e ficou ferida, mas sobreviveu.
A mãe das crianças, Tainara Michele, contou na época à TV Pajuçara/RECORD que correu para tentar encontrar o filho depois do impacto e o viu embaixo do carro, entre pedras e destroços. “Quando levantamos as pedras, ele estava embaixo”, relatou. Marcos morreu um dia antes do aniversário da mãe.
A situação terminou ainda de forma violenta. Após o atropelamento, moradores revoltados cercaram o motorista e passaram a agredi-lo com pedras e pedaços de madeira. José Hilton não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada da Polícia Militar.
Outros laudos ainda devem vir a público
Apesar da conclusão dos exames toxicológicos, a investigação ainda não está encerrada.
A Polícia Científica informou que outros trabalhos periciais relacionados ao caso continuam em andamento. Entre eles estão os exames feitos no local da ocorrência e as análises cadavéricas.
Os respectivos laudos serão encaminhados à Polícia Civil assim que forem concluídos. A partir do conjunto dessas informações, os investigadores poderão reconstruir com mais precisão a dinâmica do atropelamento e também analisar as circunstâncias que levaram à morte do motorista.
Estagiária sob supervisão.
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