Alagoas

Fecomércio, Sindicombustíveis e Sefaz discutem medidas para conter alta da gasolina em Alagoas

Assessoria Fecomercio AL | 27/10/21 - 10h27 - Atualizado em 27/10/21 - 10h33
Assessoria Fecomercio

Com mais de 70% de aumento no ano, as altas frequentes no preço da gasolina têm gerado muita discussão no país. Só em outubro, a Petrobras anunciou dois reajustes, sendo o mais recente na última segunda-feira (25), o qual eleva o valor do combustível para as distribuidoras, em média, em R$ 0,21 por litro, segundo a própria empresa. Para tentar minimizar o impacto disso no bolso do consumidor alagoano, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) participou, nessa terça-feira (26), de uma reunião na Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz) para discutir as possíveis medidas que podem ser adotadas.

No encontro, que contou ainda com a presença do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Alagoas (Sindicombustíveis AL) e do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), o superintendente Especial da Receita Estadual, Francisco Suruagy, ressaltou que, mediante publicação de portaria, o PMPF (Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final), valor que serve de referência para o cálculo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços), está congelado há cem dias, em R$ 6,0151.

Segundo Suruagy, para se chegar ao PMPF é realizada uma apuração com base nas informações da Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) que é emitida pelos mais de 500 postos de combustíveis em operação no estado. Contudo, de acordo com ele, a medida tomada pela Sefaz impediu que houvesse, nos últimos cem dias, alguma influência da arrecadação estadual no aumento do preço do combustível. “Mesmo com o congelamento do PMPF, o preço continua subindo para o consumidor. Essa é uma demonstração inequívoca que esse tipo de variação não é uma atribuição do Estado”, observou.

Para o presidente do Sindicombustíveis AL, James Thorp Neto, os aumentos constantes estão ocorrendo devido a um conjunto de fatores, dentre os quais estão a crise internacional, a variação do preço do barril de petróleo e a cotação do dólar. “O percentual da alíquota [hoje em 29%] não teve aumento desde o início da gestão do Renan [Filho, governador de Alagoas], mas a arrecadação aumentou por causa do preço final”, argumentou. Diante disso, o líder sindical defende que o PMPF se mantenha congelado e pediu apoio da Fecomércio AL para defender a prorrogação da portaria.

O presidente da Federação, Gilton Lima, ciente do impacto da elevação do preço do combustível tanto no bolso do empresário quanto no bolso da sociedade em geral, prontamente declarou apoio ao pleito. “A sociedade está cobrando e isso é importante até para nos nortear. Essa é uma medida que é necessária para o momento”, ressaltou. Ainda na reunião, que foi realizada com a equipe técnica da Sefaz, Lima se comprometeu a entregar um ofício ao governo, como medida emergencial, solicitando a prorrogação do congelamento do PMPF, que se estende, de acordo com Suruagy, até o dia 15 de novembro.