Interior

Grupo bloqueia dois sentidos da AL-101 Sul em protesto nesta manhã

TNH1 | 01/10/20 - 08h08 - Atualizado em 01/10/20 - 09h10
Cortesia BPRv

Um grupo de pessoas fechou os dois sentidos da AL-101 Sul, no Povoado Massagueira, em Marechal Deodoro, no início da manhã desta quinta-feira, 1º. Segundo informações passadas para a reportagem, elas alegaram que o protesto aconteceu por causa da venda da Casal em leilão realizado nessa quarta-feira, 30.

A empresa canadense BRK Ambiental deu o maior lance no leilão realizado ontem e faturou a companhia por R$ 2,009 bilhões. Com isso, ela passa a administrar o serviço público de fornecimento de água e esgoto pelos próximos 35 anos da capital e das cidades de Atalaia, Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco, Marechal Deodoro, Messias, Murici, Paripueira, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte e Satuba. 

Os manifestantes levaram faixas e tomaram conta do asfalto, com o objetivo de obstruir a passagem de veículos na rodovia. Eles colocaram pneus no meio da pista e atearam fogo, o que provocou uma grande cortina de fumaça na região. Os condutores tiveram dificuldades para trafegar e o trânsito ficou lento.

Por volta de 8h, a Polícia Militar, por meio do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), confirmou que o grupo liberou uma faixa de rolamento das duas pistas. Em menos de uma hora depois, os manifestantes encerraram o ato, e os bombeiros controlaram as chamas. 

O que muda em Maceió e Região Metropolitana após o Leilão da Casal?

A Casal esclareceu que, mesmo após a concessão dos serviços na Região Metropolitana de Maceió, vai continuar trabalhando na capital e nos demais municípios da localidade. A partir de agora, ela ficará responsável pela captação e tratamento da água, que será repassada para o parceiro privado distribuir aos clientes durante os 35 anos da concessão.

A partir da entrada em operação do parceiro privado, que teve a empresa BRK como vencedora do leilão, haverá um prazo, conforme estabelecido no edital, de seis anos para que haja a universalização do fornecimento de água e de até 16 anos para que haja a universalização do esgotamento sanitário em toda a Região Metropolitana de Maceió, que totaliza 13 municípios, incluindo a capital. O investimento esperado é em torno de R$ 2,6 bilhões, que será captado e investido pelo parceiro privado.

O Estado estuda a possibilidade de ampliar a participação da iniciativa privada para outras áreas, mas mantendo a Casal como parte da solução. O chamado “Bloco B” inclui toda a região semiárida (Ageste, Bacia Leiteira e Sertão), enquanto o “Bloco C” é composto pelo Litoral e região da Mata.

Em todas essas regiões, quando houver a concessão, a Casal deverá permanecer com a tarefa de produção e tratamento da água, além de poder conduzir um amplo programa de saneamento rural, tendo em vista que os povoados com menos de mil habitantes ficariam fora do escopo de atuação da iniciativa privada.

A Companhia explicou ainda que no leilão dessa quarta-feira (30) ela não foi privatizada, apenas concedeu parte de suas atribuições à iniciativa privada, que terá papel essencial na captação de recursos para ampliação dos serviços à população.