O lobo-marinho encontrado morto na praia de Feliz Deserto, Alagoas, morreu devido a uma broncopneumonia severa, sem indícios de ação humana envolvida. O caso destaca a vulnerabilidade da fauna marinha na região.
O Instituto Biota de Conservação identificou o animal como uma nova espécie para Alagoas, o lobo-marinho do sul, Arctocephalus australis, em vez do lobo-marinho-sul-americano. Este é o primeiro registro de um lobo-marinho na área desde 2019.
Após a necropsia, o animal foi submetido a um processo de taxidermia para fins de educação ambiental, preservando sua forma para futuras atividades educativas. A situação ressalta a importância da conservação e monitoramento da vida marinha local.
O Instituto Biota de Conservação divulgou a causa da morte do lobo-marinho encontrado na praia de Feliz Deserto, no Litoral Sul de Alagoas, nessa terça-feira (07), após ter sido avistado no último sábado (04), em Jequiá da Praia. Não houve sinais de ação humana direta ou indireta.
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Segundo o Biota, o animal morreu por conta de uma broncopneumonia severa, com os dois pulmões comprometidos. Outros sinais, como a cianose das mucosas - coloração azulada ou arroxeada das membranas mucosas, como a parte interna dos lábios e a língua - confirmaram o diagnóstico de insuficiência respiratória em decorrência da doença.
Outra informação divulgada pelo instituto foi a identificação da espécie. Inicialmente, pensava-se que era um lobo-marinho-sul-americano (Arctocephalus tropicalis). A última vez que um lobo-marinho foi encontrado em Alagoas aconteceu em 2019, no município vizinho de Coruripe.
No entanto, o exame de dentição com morfologia tricuspide comprovou o surgimento de uma espécie inédita em território alagoano: Arctocephalus australis.
Após a necropsia, o lobo-marinho passou pelo processo de taxidermia, para trabalhos de educação ambiental. O procedimento consiste em retirar e tratar a pele do animal, vestindo-a sobre um manequim anatômico para preservar sua forma.
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