Jairinho desiste de novo adiamento, e julgamento do caso Henry Borel começa

Publicado em 25/05/2026, às 16h37
Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros são acusados pela morte do menino Henry Borel - Divulgação / PCRJ
Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros são acusados pela morte do menino Henry Borel - Divulgação / PCRJ

Por Agência Brasil

O julgamento do assassinato do menino Henry Borel, que envolve o padrasto Jairo Souza Santos Júnior e a mãe Monique Medeiros, teve uma reviravolta quando Jairinho pediu a destituição de seus advogados, o que poderia adiar o processo novamente. A juíza Elizabeth Machado Louro considerou o pedido uma tentativa de protelação, mas Jairinho ficou temporariamente sem defesa.

A situação se agravou após o infarto do advogado principal de Jairinho, que levou à solicitação de mudança na equipe de defesa. A juíza decidiu transferir Jairinho de Bangu 8, uma prisão menos rigorosa, para Bangu 1, de segurança máxima, destacando que a mudança era mais apropriada para o cumprimento da pena.

Após uma breve interrupção, Jairinho reinstituiu seus advogados, incluindo seu filho, e o julgamento foi reiniciado com a seleção do júri. O processo deve durar entre cinco a sete dias, com quatro testemunhas de acusação previstas para depor no primeiro dia.

Resumo gerado por IA

Uma reviravolta marcou a retomada do julgamento do assassinato do menino Henry Borel Medeiros pelo Tribunal do Júri no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (25). O réu Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, padrasto do garoto de 4 anos, chegou a pedir a destituição dos advogados, o que levaria a novo adiamento do julgamento.

Jairinho e Monique Medeiros, mãe da criança, são acusados pela morte do menino, em 2021, após uma série de agressões. À época, Dr. Jairinho era vereador no Rio de Janeiro no quinto mandato.

O motivo para a desautorização da equipe de defesa nesta segunda-feira era o fato de o defensor Fabiano Tadeu Lopes, que liderava a equipe, ter sofrido um infarto no último sábado (23) e estar hospitalizado, com apenas 30% da capacidade cardíaca.

Apesar de contar com oito advogados constituídos, Jairinho sustentou que Fabiano Lopes era o mais habilitado para o defender no processo, por conhecer outras acusações contra o réu.

Dessa forma, Jairinho manifestou à juíza Elizabeth Machado Louro, que preside o Tribunal do Júri, a destituição do restante da equipe.

A juíza entendeu que o movimento era mais uma tentativa de protelar o julgamento, mas caminhava para atender ao pedido do réu, que passou a ficar, até o momento, sem advogado constituído.


Bangu 1

No entanto, acolhendo sugestão do promotor da acusação Fábio Vieira dos Santos, a magistrada determinou a transferência de Jairinho do presídio de Bangu 8 para Bangu 1. As duas unidades prisionais ficam no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro.

A diferença entre elas é que a Bangu 8 é menos rígida, onde costumam ficar custodiadas pessoas com nível superior. Já Bangu 1 é considerada mais rigorosa, de segurança máxima, onde ficam líderes de quadrilhas, comumente sob regime de isolamento.

Durante a leitura da decisão que estava sendo tomada, a juíza apontou que o próprio réu reconhecia que Bangu 1 oferecia “mais conforto e facilidade”. Sobre Bangu 8, a magistrada destacou que é “mais apropriada ao efetivo cumprimento da pena”.

A decisão adiava também o julgamento de Monique Medeiros, mãe de Henry.

A magistrada frisou que o movimento jurídico de Jairinho se somava a outras medidas “protelatórias”.

“Há que se destacar que, nos últimos dois meses desde o adiamento, multiplicaram-se requerimentos inoportunos, nitidamente protelatórios. Além de dois habeas corpus com argumentos semelhantes, pedindo a suspensão da sessão marcada para esta data, antes da trágica ocorrência com o doutor Fabiano.”


Retomada

Durante a leitura da decisão, Jairinho pediu interrupção para consultar advogados. O julgamento foi interrompido por alguns minutos. No retorno, Jairinho informou que estava instituindo novamente os advogados, entre eles, o próprio filho, Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, recém-formado, que também estava na banca anterior.

Dessa forma, o julgamento foi reiniciado com a escolha dos jurados. Foram habilitados cinco homens e duas mulheres para participar do corpo de júri.

A juíza Elizabeth Machado Louro leu a denúncia do Ministério Público aos presentes e interrompeu o julgamento para almoço.

De um total de 27 testemunhas arroladas, estão previstos quatro depoimentos de testemunhas de acusação para esta segunda-feira: dois delegados, um perito e um médico legista.

De acordo com o promotor Fábio Vieira dos Santos e a própria defesa de Jairinho, o julgamento deve durar de cinco a sete dias.

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