Justiça aprova empréstimo de R$ 150 milhões ao Vasco e marca leilão da SAF

Publicado em 10/09/2026, às 16h51
São Januário, bandeira do Vasco - Matheus Lima / Vasco
São Januário, bandeira do Vasco - Matheus Lima / Vasco

Por Igor Siqueira / Folhapress

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a SAF do Vasco a contrair um empréstimo de até R$ 150 milhões, visando aliviar a situação financeira do clube e estabelecendo um prazo até 25 de setembro de 2026 para a venda de 90% das ações da nova estrutura que gerenciará o futebol.

Análises financeiras indicaram que o Vasco enfrentaria um déficit de R$ 200 milhões até 2026 sem novos recursos, e a decisão judicial confirmou que 61,8% dos empréstimos anteriores foram utilizados para despesas operacionais e pagamento de credores.

O leilão para a venda das ações da SAF ocorrerá em audiência pública, com a Almirante Participações como proponente inicial, e exigências rigorosas foram impostas aos interessados, incluindo um depósito prévio e garantias bancárias para assegurar a sustentabilidade do clube.

Resumo gerado por IA

A Justiça do Rio autorizou a SAF do Vasco a contratar um novo empréstimo de até R$ 150 milhões com a empresa Almirante Participações, do empresário Marcos Lamacchia.

Além de trazer alívio no caixa, a decisão judicial marcou para o dia 25 de setembro de 2026 a apresentação de propostas para a venda de 90% das ações da "nova SAF", estrutura que assumirá a operação do futebol do clube.

A verba de R$ 150 milhões não poderá ser entregue de uma só vez. A liberação ocorrerá gradualmente, de acordo com as necessidades reais do clube e sob fiscalização contínua dos auditores nomeados pela Justiça, segundo a decisão da juíza da 4ª Vara Empresarial do Rio.

O recurso foi considerado indispensável pelas análises financeiras do Vasco, que projetavam um saldo negativo de cerca de R$ 200 milhões até o final de 2026 caso nenhum valor entrasse.

A Justiça analisou a destinação de empréstimos anteriores e considerou as dúvidas sanadas. Foi comprovado que 61,8% dos valores foram aplicados em despesas operacionais do futebol (como salários e prêmios) e no pagamento regular de credores. A documentação relativa à aquisição do atacante Facundo Colídio também teve a regularidade financeira confirmada.

SOBRE O LEILÃO

As propostas para compra das ações da SAF (chamadas no processo de UPI Equity) serão entregues em audiência pública marcada para 25 de setembro de 2026, às 14h.

A Almirante Participações entra no processo como proponente inicial (stalking horse), o que lhe garante o direito de cobrir a melhor oferta apresentada por eventuais concorrentes.

O Vasco e a 777 Carioca fecharam um acordo amigável em procedimento arbitral. A empresa declarou que não se opõe mais à criação da nova SAF nem à venda do controle do futebol.
Para proteger os credores e garantir a sustentabilidade do clube, a Justiça impôs exigências rígidas a qualquer interessado em arrematar a SAF:

Depósito de R$ 27 milhões: O participante deverá realizar uma caução prévia em conta judicial para cobrir os custos de supervisão do processo.

Garantia bancária de dívidas: O vencedor terá que apresentar garantia emitida por banco cobrindo a totalidade das dívidas renegociadas no plano de recuperação.

Cláusula de retenção (Arras): Se o vencedor desistir do negócio por decisão própria, os valores já investidos serão totalmente retidos pelo Vasco a título de penalidade.

O novo gestor da SAF terá a obrigação de prestar suporte financeiro à associação do Club de Regatas Vasco da Gama para o pagamento de seus compromissos.

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