Mãe de Viih Tube sai em defesa da filha por reality show com funcionários: 'Sem intenção de humilhar'

Publicado em 02/07/2026, às 14h59
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Por Extra

O Ministério Público do Trabalho iniciou uma investigação sobre o reality show criado por Viih Tube e Eliezer, que gerou polêmica por expor funcionários a situações constrangedoras em troca de prêmios em dinheiro. A mãe da influenciadora defendeu o casal, afirmando que eles sempre trataram os empregados com carinho e respeito.

O programa prometia até R$ 60 mil em prêmios e alterou a escala de trabalho dos funcionários, exigindo presença nos dias de gravação. Críticas surgiram, especialmente sobre a natureza das provas, que incluíam tarefas humilhantes, como procurar moedas em locais inadequados.

Após as críticas, o casal removeu o conteúdo das redes sociais e o Ministério Público confirmou a abertura de um inquérito para investigar possíveis violações trabalhistas. O Tribunal Superior do Trabalho também se manifestou, alertando que situações humilhantes no ambiente de trabalho podem caracterizar assédio moral.

Resumo gerado por IA

Diante da investigação do Ministério Público do Trabalho por conta do reality show com funcionários, Viih Tube ainda não se pronunciou. Mas a mãe da influenciadora, Viviane di Felice, usou as redes sociais para desabafar contra as críticas que a filha e Eliezer estão sofrendo.

"Eu nunca vi tanto carinho de um patrão, como vejo da Viih e Eli. Eles são reais, amorosos, e nunca tiveram intenção nenhuma de humilhar ninguém. Pelo contrário, a casa tem leveza, paz e, por isso, eles queriam transmitir entretenimento para as pessoas que gostam deles", disse Viviane no Instagram.

A também influenciadora rebateu ainda comentários que sugeriam racismo por parte dos empregadores diante da situação que os funcionários estavam submetidos.

"O povo que critica é maldoso e fala sem pensar. Alguém citou algo bom? Alguém falou de R$ 60 mil em premiações para os funcionários? Procurem o que fazer. Se falar da minha filha, eu viro bicho".

Funcionárias saem em defesa dos patrões

Em um vídeo, um grupo de funcionárias e, então participantes do reality show "As patroas (e o patrão)", se disseram indignadas com o cancelamento do produto.

"Indignada porque o pobre não pode ter nada! Ele não pode ter a oportunidade de ter nada. Vocês querem atrapalhar nosso reality. A gente trabalha feliz aqui, a gente ama o que faz, a gente ama nossos patrões, somos bem cuidadas, somos bem tratadas e, agora, vocês querem cancelar nosso reality".

Ela seguiu o desabafo: "Vocês não têm o que fazer, não? Vai chamar o Ministério do Trabalho onde tem as coisas irregulares, porque aqui é tudo regular e certinho. Vão procurar o que fazer. Você que está criticando dá um panetone para o seu funcionário no Natal? Duvido. Tu dá uma cesta básica para a pessoa que está precisando? Duvido. Vai procurar o que fazer".

O que causou polêmica no reality show

Viih Tube e Eliezer criaram provas para os 11 funcionários. Como prêmio, o vencedor levaria para casa R$ 20 mil, além do dinheiro acumulado em outras provas. O segundo lugar levaria apenas o que acumulou em provas. O valor total em dinheiro chegava a R$ 60 mil.

Além disso, o programa exibido nas redes sociais dos influenciadores prometia outras premiações paralelas, como uma moto. A ideia era exibir novos episódios sempre às terças-feiras e aos sábados. Até a última quarta-feira, dia 1, antes do conteúdo ser removido, a equipe já tinha gravado quatro episódios e exibido apenas o primeiro.

Logo nos primeiros minutos, o casal chamou a atenção pela alteração da escala de trabalho dos funcionários. Como eles não trabalhavam por lá todos os dias, eles precisariam estar presentes agora nos dias de gravações. "Uma coisa muito importante. Se não vier no dia, está eliminado. Então, nos dias de gravação do reality, todo mundo tem que estar", disse Eliezer.

Na primeira prova, os participantes precisaram encontrar moedas de plástico espalhadas pela casa. Quem juntasse mais seria o vencedor da dinâmica. Algumas delas estavam dentro do vaso sanitário, e outras no lixo.

"Pelo amor de Deus da misericórdia, dentro do vaso?", disse o motorista do casal, que enfiou a mão ainda na lixeira com papel higiênico sujo. "Estava cheio de bosta. Quem vai limpar?", disse ele, aos risos.

Mas ele não foi o vencedor. Uma das babás foi quem mais encontrou moedas, ganhou 10 pontos na disputa, R$ 1 mil, e teria direito a um terceiro prêmio: uma massagem, um jantar em um restaurante ou o direito de entrar 1h mais tarde no trabalho durante a semana. Segundo Viih Tube, a ideia era que o público votasse em qual seria o melhor prêmio para a funcionária.

Ministério Público do Trabalho abre investigação

Diante das críticas, Eliezer e Viih Tube apagaram o vídeo das redes sociais. Diante da polêmica, o Ministério Público do Trabalho abriu um inquérito para apurar o caso.

"O Ministério Público do Trabalho informa que, a partir das atividades veiculadas nas redes sociais pela influencer, iniciou procedimento para apuração de possíveis condutas trabalhistas que possam ser questionadas", diz o órgão em nota.

'Humilhação não é entretenimento'

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) usou as redes sociais para alertar que expor trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral. A manifestação foi feita pouco após o Ministério Público do Trabalho (MPT) confirmar que abriu um procedimento para apurar possíveis violações à legislação trabalhista no reality show promovido pelos influencers Viih Tube e Eliezer com 11 funcionários, numa disputa por dinheiro e outros prêmios.

"Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever", destaca a postagem do tribunal, sem mencionar diretamente o caso dos influenciadores.

A exposição de funcionários a situações vexatórias, ainda conforme o tribunal, pode violar direitos relacionados à dignidade e à integridade no ambiente de trabalho.

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