Reality de Viih Tube e Eliezer é alvo de investigação do MPT em SP

Publicado em 02/07/2026, às 14h46
Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram

Por O Tempo

O reality show 'As Patroas', criado por Viih Tube e Eliezer, foi retirado do ar após menos de 24 horas devido a críticas nas redes sociais e à intervenção do Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo, que abriu um procedimento para investigar a situação.

O programa, que envolvia 11 funcionários competindo por um prêmio de R$ 20 mil, gerou preocupações sobre a exposição da relação entre empregadores e empregados, levando o Tribunal Superior do Trabalho a alertar sobre os riscos de assédio moral em ambientes de trabalho.

Após a suspensão do programa, o MPT enfatizou que trabalhadores têm o direito de recusar ou interromper sua participação em gravações sem sofrer penalidades, e que empregadores podem ser responsabilizados por exposições vexatórias.

Resumo gerado por IA

O reality show "As Patroas", criado pela influenciadora Viih Tube e o marido, Eliezer, virou alvo do Ministério Público do Trabalho (MPT) em São Paulo após gerar repercussão negativa nas redes sociais. O programa, no qual 11 funcionários do casal disputariam um prêmio de R$ 20 mil, foi retirado do ar menos de 24 horas após a publicação do primeiro episódio.

O MPT informou, em nota à reportagem de O TEMPO, que tomou conhecimento do caso pela imprensa e abriu um procedimento para apurar os fatos. "O MPT em São Paulo tomou conhecimento da atividade anunciada pela influenciadora em questão por meio da imprensa e abriu procedimento para apurar os fatos", diz o texto.

O primeiro episódio do programa foi publicado na terça-feira (30) no canal da influenciadora no YouTube e nas redes sociais do casal. Conforme divulgado, o vencedor receberia R$ 20 mil, além dos valores acumulados ao longo das provas. A exposição da relação entre empregadores e empregados teria levado à retirada do conteúdo.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) também se manifestou sobre a situação, sem mencionar diretamente os influenciadores. "Expor trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes ou constrangedoras pode caracterizar assédio moral. [...] Humilhação não é entretenimento. No ambiente de trabalho, inclusive no doméstico, respeito é dever", diz texto publicado nas redes sociais.

Em situações como essa e até mesmo na gravação de conteúdos para redes sociais, o trabalhador tem o direito de recusar ou interromper a participação sem sofrer qualquer prejuízo em sua relação de trabalho. Em casos de exposição vexatória ou abusiva, o empregador pode ser responsabilizado judicialmente.

Gostou? Compartilhe