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Mãe droga menino de sete anos, coloca dentro de mala e joga em rio no RS

Gaúcha ZH | 30/07/21 - 09h34 - Atualizado em 30/07/21 - 09h42
Bombeiros iniciaram buscas pela criança ainda na quinta-feira (29) | Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação

A Polícia Civil prendeu em flagrante, por homicídio, uma mulher de 26 anos que confessou ter matado o filho de sete anos em Imbé, no Rio Grande do Sul. A mulher procurou a delegacia para registrar o desaparecimento do menino, mas acabou relatando ter dopado a criança e arremessado o corpo no Rio Tramandaí. Os bombeiros iniciaram buscas ainda na quinta-feira (29). Os trabalhos continuam na manhã desta sexta (30).

Conforme o delegado Antônio Carlos Ratcz, a mulher detalhou como teria acontecido o crime. A mãe contou ter dopado a criança com fluoxetina e depois colocado o corpo em uma mala, na madrugada de quinta. Em seguida, teria saído com a companheira da casa onde moravam, na área central de Imbé.

— Era uma mala de rodinhas. Ela saiu puxando e foi até o Rio Tramandaí, onde diz que retirou o corpo do menino e jogou na água. Ela não sabe se ele estava morto quando jogou. Nesse tempo todo de polícia, é uma das coisas mais horrendas que já vi — afirmou o delegado.

Mala onde mãe teria carregado o corpo da criança em Imbé. Foto: Polícia Civil / Divulgação

Embora tenha ouvido a mãe e a companheira, o policial optou no momento por autuar somente o flagrante da mãe. Isso porque percebeu indícios de que a companheira sofra de problemas mentais — a responsabilidade dela será apurada ao longo da investigação.

No depoimento, a mãe alegou que o menino era teimoso e que se negava a comer. Segundo o delegado, ela mesma relatou torturas físicas e psicológicas que eram sofridas pela criança.

— Ela diz que ele pedia comida, que era mal educado. O menino ficava em uma peça de um por um metro. E ela já havia comprado dois cadeados com intuito de acorrentar o filho — disse Ratcz.

A mulher também relatou ao delegado que decidiu registrar o caso como desaparecimento porque acreditou que assim o crime não seria descoberto. O garoto seria o único filho dela. A polícia pedirá que a prisão seja convertida em preventiva.

As buscas

Os bombeiros iniciaram ainda durante a noite de quinta-feira as buscas ao menino, que foram interrompidas na madrugada. A procura foi retomada na manhã desta sexta-feira.