Moraes atende a PF e abre inquérito para investigar suspeita de calúnia de Flávio sobre Lula

Publicado em 15/04/2026, às 10h10
Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Por Marco Hermanson/FolhaPress

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou a abertura de inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro por suspeita de calúnia contra o presidente Lula, em resposta a uma postagem do senador que atribuía crimes ao presidente.

A Polícia Federal alegou que Flávio fez acusações falsas e a Procuradoria-Geral da República concordou, identificando indícios de crime nas declarações do senador sobre tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Moraes determinou que a Polícia Federal tenha 60 dias para investigar, além de levantar o sigilo dos autos, permitindo maior transparência no processo.

Resumo gerado por IA

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a pedido da Polícia Federal e autorizou a abertura de inquérito para investigar o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeita de calúnia contra o presidente Lula (PT).


O pedido faz menção a uma postagem de Flávio no X (antigo Twitter), em que o senador comentava o sequestro do ditador da Venezuela Nicolás Maduro, em janeiro, e dizia:ia: "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas".


A Polícia Federal afirmou que Flávio atribuiu esses crimes falsamente ao presidente da República e pediu a Moraes a abertura de inquérito por calúnia. A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou nos autos e concordou, dizendo ver indícios de que Flávio tenha cometido o crime.


"A providência pleiteada está amparada em publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de usuários, em que se atribui falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao Presidente da República", escreveu a Procuradoria.


Diante do pedido, Moraes autorizou a abertura do inquérito, levantou sigilo dos autos e deu 60 dias para que a Polícia Federal tome as providências cabíveis.

Gostou? Compartilhe