MPAL requisita informações e acompanha investigação de desaparecimentos na Rota Ecológica de Milagres

Publicado em 14/04/2026, às 16h57
Divulgação/MPAL
Divulgação/MPAL

Por TNH1

O Ministério Público de Alagoas iniciou investigações sobre o desaparecimento de 19 pessoas na Rota Ecológica de Milagres, todas com possíveis ligações ao tráfico de drogas e ao crime organizado, o que levanta preocupações sobre a segurança na região.

As investigações revelam que os desaparecidos têm antecedentes criminais e vínculos com facções criminosas, com indícios de que disputas internas e cobranças de dívidas possam estar por trás dos casos.

O MPAL requisitou boletins de ocorrência e informações sobre os inquéritos policiais para garantir a apuração adequada, enquanto a situação continua a ser monitorada e medidas adicionais serão tomadas conforme necessário.

Resumo gerado por IA

Por meio da Promotoria de Justiça de Passo de Camaragibe e do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos de Alagoas (PLIDAL), o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) informou que já adotou as providências necessárias para a apuração dos casos de desaparecimento registrados na Rota Ecológica de Milagres, litoral norte de Alagoas.

A nota oficial (leia na íntegra ao final da matéria) foi divulgada na tarde desta terça-feira (14). Ao todo, são 19 pessoas desaparecidas na região e, de acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL), todas possuem ligação direta ou indireta com o tráfico de drogas e o crime organizado.

O MPAL divulgou que requisitou às autoridades policiais os boletins de ocorrência relativos aos casos, assim como informações a respeito dos respectivos inquéritos policiais instaurados, com “o objetivo de garantir a devida apuração dos fatos”.

Antecedentes criminais

De acordo com o trabalho de inteligência da SSP/AL, os desaparecidos possuem antecedentes criminais, vínculos com organizações criminosas ou dívidas relacionadas ao narcotráfico. As investigações apontam ainda que dinâmicas internas dessas facções estão por trás dos casos, como disputas territoriais, cobranças de dívidas, punições por suspeita de delação e descumprimento de regras impostas pelos próprios grupos.

O secretário de Segurança Pública, Flávio Saraiva, afirmou que há indícios de que algumas pessoas desaparecidas fugiram por sobrevivência, sem deixar rastros. No entanto, ele não descarta a possibilidade de que elas tenham sido vítimas de ações violentas.

Os registros envolvem ocorrências nos municípios de Porto de Pedras, São Miguel dos Milagres e Passo de Camaragibe. De 19 desaparecidos, 18 são homens e uma mulher. A maioria residia na própria região, embora haja casos de pessoas de outros municípios e de estados como Sergipe e Pernambuco.

Veja a lista dos desaparecidos:

  • Nicolas Jhonathan;
  • Bruno Viana;
  • Andreas Denicio Borges Barros;
  • Eduardo dos Santos;
  • Guilherme Santos;
  • Pedro Willian;
  • Alefi José de Lima;
  • Marcondes Alves;
  • Jo Mario da Silva;
  • Diego Lourenço;
  • Maria Vitória Chaves da Silva;
  • Glauco Gabriel Omena;
  • João Victor Pinto;
  • Paulo Emanuel;
  • Ronilson Santos da Silva;
  • Carlos Gabriel Rodrigues;
  • Cristiano Henrique Pinto;
  • Diego Lucas Ferreira;
  • Laudevânio Silva dos Santos.

Suspeito morto em confronto

Um dos apontados como autor de homicídios e desaparecimentos em Alagoas, João Vinicius Santos Nunes, vulgo “Detona”, morreu em confronto a tiros com a Polícia Militar nessa segunda-feira (13), em São Miguel dos Milagres.

João Vinicius era integrante da “Tropa do Klebinho”, da facção Comando Vermelho. Ele era temido pela população local por andar com armas de fogo e amedrontar a vizinhança.

LEIA NA ÍNTEGRA A NOTA DO MPAL:

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio da Promotoria de Justiça de Passo de Camaragibe e do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos de Alagoas (PLIDAL), informa que já adotou as providências necessárias para a apuração dos casos de desaparecimento registrados na região da Rota Ecológica de Milagres.

Foram requisitados à autoridade policial os boletins de ocorrência (BOs) relativos aos casos de desaparecimento, assim como informações a respeito dos respectivos inquéritos policiais instaurados, com o objetivo de garantir a devida apuração dos fatos.

O MPAL ressalta que qualquer informação relacionada às circunstâncias dos desaparecimentos ou ao perfil das vítimas deve ser tratada com responsabilidade e somente pode ser considerada válida quando respaldada por elementos concretos produzidos no curso das investigações oficiais.

A instituição reafirma seu compromisso com a condução técnica, imparcial e responsável do caso, priorizando a busca pelas pessoas desaparecidas, o apoio às famílias e o respeito à dignidade de todos os envolvidos.

O Ministério Público seguirá acompanhando os fatos e adotando todas as medidas necessárias no âmbito de suas atribuições constitucionais.

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